Do punk ao samba: banda Eddie diz que o mercado tem dificuldade para entender seu som

  • Por Jovem Pan
  • 04/05/2018 11h32
Johnny Drum/Jovem PanGrupo pernambucano contou detalhes de seu novo trabalho, "Mundo Engano"

Punk rock, hip hop, samba, reggae, manguebeat. Em um primeiro momento, os gêneros e movimentos parecem não teR tanta coisa a ver um com o outro. Mas não para a banda Eddie. Formada por Fábio Trummer (Guitarras e Voz), Alexandre Urêa (Percussão e Voz), Andret Oliveira (Trompetes, Teclados e Samplers), Rob Meira (Baixo) e Kiko Meira (Bateria), a pernambucana faz questão de misturar ritmos populares a sons regionais para criar sua sonoridade. E o que para eles é motivo de orgulho, para o mercado ainda é uma dificuldade.

“Nossa música é eclética. Temos música para brincar, para tomar uma cerveja, para refletir. Às vezes somos não-interpretados, posso dizer assim. Como trabalhamos com samba, punk, reggae, rap, as pessoas ficam com dificuldade de nos colocar em uma prateleira e ficamos fora de muita coisa. É uma característica da banda ser eclética por natureza. Somos de Pernambuco. Olinda tem um leque cultural muito grande. Recife é um porto, todo mundo de fora passa por lá. Temos contato com culturas diversas e utilizamos desse recurso”, disse Trummer ao Morning Show.

Eles se preparam para celebrar nesta sexta (4) no Sesc Pompéia, em São Paulo, o lançamento do seu sétimo álbum, intitulado Mundo Engano. O disco foi produzido pelo amigo Pupillo Menezes, integrante da conterrânea Nação Zumbi. Desta vez, porém, o nordeste não foi a maior inspiração.

“A gente traz para a música tudo o que nos cerca. Somos pernambucanos, apesar de morar aqui há muito tempo. Por isso trazemos coisas da nossa cultura popular. Mas viajamos bastante e tem coisas de outros lugares também. Para esse álbum novo, São Paulo foi a musa. Usamos como referência escritores que falam sobre a cidade, como João Antônio e Marcelino Freire. É isso. A gente se alimenta do nosso entorno. Falamos do Brasil”, explicou o cantor. 

E por falar em Nação Zumbi, o álbum conta com a participação de outro membro do grupo, Jorge Du Peixe. Ele ajudou a escrever a letra e também gravou a voz na faixa Brooklin.

“Eu já conhecia Du Peixe. A gente trocava vinil, livros, quadrinhos. Éramos pessoas com gosto musical parecido que apresentavam coisas novas um ao outro. Em 87, ele era meu parceiro já. A gente trocava expressões estéticas musicais. Demorou até para fazermos essa letra. Agora finalmente realizamos”, concluiu.

Mundo Engano está disponível em todas as plataformas digitais.