Deficiente visual, deputado Felipe Rigoni sonha em ser presidente após mudar o Legislativo

  • Por Jovem Pan
  • 27/08/2019 12h42
Jovem PanFelipe Rigoni foi o convidado do Morning Show desta terça-feira

O deputado federal Felipe Rigoni (PSB-ES) sonha em ser presidente da República, mas antes quer deixar sua marca no Poder Legislativo. Deficiente visual desde a adolescência, o convidado do Morning Show desta terça-feira (27) contou que acredita em grandes mudanças na política nacional a partir da Assembleia.

“Nesse momento a grande oportunidade de transformação no Brasil é no Legislativo porque todas as reformas que a gente precisa vão passar por lá. Acho que o melhor lugar para eu estar agora e nos próximos anos é lá, mas sim, tenho sonho de ser presidente [no futuro]”, disse.

Além do time fixo, a bancada de hoje contou com a participação de Marcos Fidalgo, jornalista da Jovem Pan que também é deficiente visual. Fidalgo questionou a Rigoni se sua busca por independência física o auxiliou na independência política. Contrariando a recomendação do partido, o deputado votou a favor da reforma da Previdência.

“Com certeza isso influenciou na medida em que, ao buscar minha independência, tive que ir pela educação. Ganhei autonomia através das relações que construí com as pessoas e do estudo. Isso influenciou muito em minhas decisões econômicas e sociais, e, com certeza, o processo de conquistar minha autonomia física que acabou levando à minha [autonomia] política.”

Visto como uma das novas vozes políticas que ajudam na renovação da classe, Rigoni rejeita o título em sua totalidade.

“Não gosto desse nome porque separa muito, mas o que acho mais importante do que vem se chamando ‘nova política’ é quando colocamos as evidências científicas e contextos locais na frente de nossas decisões. [Quem quer] de fato renovar a política, precisa sempre estar atento ao que a ciência está dizendo sobre cada assunto, que dados você têm para tomar suas decisões e como eles podem influenciar na realidade local”, explicou.

O deputado ainda completa que o choque com a “velha política” se dá pela postura que os novatos têm em suas decisões. “O diálogo é muito importante e aí que nos encontramos com o que está se chamando de ‘velha política’ porque, querendo ou não, estamos todos lá para decidir pelo Brasil.”