Ives Gandra não acredita que impacto de “Lista de Janot” atrapalhe reformas de Temer

  • Por Jovem Pan
  • 13/03/2017 12h05
Reprodução

Com a apreensão pela divulgação da “Lista de Janot”, que deve ter pedidos para 80 inquéritos ao Supremo Tribunal Federal, atingindo toda a classe política, muitas pessoas se perguntam qual será o impacto que isso refletirá nas reformas propostas pelo presidente Michel Temer. No Morning Show desta segunda-feira (13), o professor Ives Gandra Martins disse acreditar que o impacto não será tão grande e que Temer e seus projetos econômicos não serão prejudicados.

“Tenho a impressão de que vai ter um impacto, mas é possível que seja menor do que estamos esperando. Os nomes vinculados já são de conhecimento geral. Não aponto, ao meu ver, que vá atrapalhar as reformas do governo de Michel Temer. Como ele não pretende se candidatar nas próximas eleições, é algo positivo para ele conseguir seguir em frente com os projetos de reforma”, ressaltou Martins.

Outro assunto polêmico é todo o debate dos últimos dias sobre o que pode ser considerado “Caixa 2”. Com ministros do STF entrando em atrito com seus pontos de vista diferentes, a população brasileira clama que todos os políticos envolvidos com a prática sejam devidamente punidos. O problema, para o professor, é saber separar o que é propina e o que é doação ilegal.

“A Lava Jato foi algo importante para mudar o rumo da política no Brasil. O Sérgio Moro representa uma mudança de mentalidade no país. Um sujeito que ganhou dinheiro e se aproveitou da corrupção para se eleger, é culpado. Um cidadão que recebe Caixa 2 não tem como escapar de punição. O grande problema do STF é separar o que é propina e o que é doação”, explicou, defendendo que investigações sejam realizadas. “Tem que ser investigados (os acusados) e saber se o dinheiro veio mesmo de propina. Se não tem conhecimento nenhum e não sabe da origem, o cidadão não tem culpa alguma. A investigação é necessária, somente por esse meio saberemos se é culpado ou não”, completou.

Confira a entrevista completa: