“Não toquei na Bíblia para fazer o Ramsés”, diz Sérgio Marone, de “Os Dez Mandamentos”

  • Por Jovem Pan
  • 25/01/2016 12h06
Bruna Piva / Jovem Pan<p>Ator esteve nos estúdios do programa nesta segunda-feira (25)</p>

O último ano da Record foi não só de muito investimento em suas produções de teledramaturgia, mas também de reconhecimento da crítica e principalmente do público. Em específico, “Os Dez Mandamentos”, fez um sucesso tão arrebatador que chegou a desbancar a liderança, antes absoluta, no horário das 21h da Rede Globo.

Apesar de ser inspirada em uma história bíblica, Sérgio Marone, o intérprete de Ramsés, garante que sua preparação foi mais baseada em pesquisa histórica.

“Tivemos vários workshops sobre cultura egípcia e um time de preparadores de elenco que fizeram um trabalho fantástico. O principal é isso, mergulhar fundo na cultura, povoar o imaginário com o clima da época. Mas eu não toquei na Bíblia para fazer o Ramsés, quis fazer um romance”, contou em entrevista ao Morning Show nesta segunda-feira (25).

Sobre as roupas usadas pelos personagens, com muitas túnicas e panos envoltos, o ator defende: “A gente cobriu até demais, porque o figurino teve uma liberdade poética, eu acho que houve, inclusive, uma preocupação em não ficar excessivo, porque de fato a história mostra que eles não usavam nada em cima”.

Com o fim da produção, ele pretende ficar uns meses longe das novelas por conta da rotina intensa de gravações, para se dedicar à projetos pessoais e talvez até ser visto nas telinhas da Record.

“É um sonho meu, muito antigo, eu já queria levar a minha carreira na televisão, nessa linha de shows, de me comunicar sem ter um personagem na frente. A gente está começando a pensar agora a ideia, é cedo para falar, mas penso em muita interatividade e de repente plantar uma sementinha de solidariedade, que eu acho que está faltando hoje em dia”, adiantou.

Cinema

Acumulando trabalhos em diferentes artes, Marone não consegue definir qual sua preferida e defende que cada uma possui seu devido encanto.

“Eu gosto de fazer tudo, são veículos muito diferentes. Cinema você fica muitos meses se preparando, mas gravando mesmo são dois ou três meses, porque é caro. Televisão é uma das coisas mais difíceis, primeiro pelo ritmo, que é insano, segundo porque você não sabe o destino do seu personagem, que depende muito da aceitação do público. Nos dois, você não tem domínio nenhum. O único lugar que o ator é dono de fato do trabalho é no teatro, por isso que todo mundo gosta, porque não existe edição, foco da câmera, você conduz o público, você que impõe o ritmo”, contou.

A trama bíblica ganhou também as telas do cinema com um longa que estreia na próxima quinta-feira (28) e só na pré-venda já ultrapassou os 2 milhões de ingressos.

“Não assisti, eu dublei todas as minhas cenas, porque a captação de áudio de cinema para a novela é diferente. Mas o filme traz um grande resumo da novela, tem alguma coisa inédita, nova, não no caso do Ramsés, só na história principal de Moisés mesmo. Já é o maior sucesso, é maravilhoso!”, completou.