"Pode ser que o mordomo seja o pai de Maria Marta", revela Aguinaldo Silva

  • Por Jovem Pan
  • 04/09/2014 11h44
Divulgação

Aguinaldo silva, autor de Império, participou por telefone do programa Morning Show para antecipar alguns pontos importantes da trama. Sobre a vilã da vez, Maria Marta (Lilia Cabral), ele afirma que ela deve enlouquecer quando souber que Isis é praticamente uma criança. “Ela é uma vilã classuda. Foi muito bem educada e criada, mas por baixo de todo aquele verniz tem uma mulher ensandecida”, explica. A vida da personagem deve virar de ponta-cabeça quando descobrir sobre o mistério do mordomo Silvano (Othon Bastos). “Existe uma ligação entre eles muito forte do passado. Ele não é pai dos filhos de Maria Marta, mas pode ser que ele seja o pai dela ou alguma coisa assim”, especula Aguinaldo, deixando o mistério no ar.

“Nas minhas novelas a vilã tem muita relevância. A Drica Moraes está muito bem, ela assumiu bem o papel de vilã. A Cora é realmente uma cobra”. Aguinaldo compara Cora com Tereza Cristina, a megera vivida por Christiane Torloni da novela Fina Estampa em 2012: “Tereza Cristina foi uma vilã sensacional, mas tinha um lado do humor que é diferente da Cora”.

O autor não adianta sobre quem deve ser a próxima vítima de Cora. “Não posso nem falar se é homem ou mulher, senão já limita as possibilidades. Mas já tem uma cena escrita em que ela olha para uma escada e diz ‘ que pena que essa escada é tão curta. Não dá para empurrar ninguém’”, brinca fazendo referência à Nazaré Tedesco, uma de suas mais populares vilãs vivida por Renata Sorrah em Senhora do Destino.

Já no caso do roubo da cueca de Robertão (Rômulo Neto) o autor consegue relevar alguns detalhes do que deve acontecer. “A cueca vai adquirir uma relevância muito grande. Cora vai ter um trunfo de Robertão”, provoca o escritor.

A cabelereira Xana, vivida por Ailton Graça, vem conquistando o telespectador. O autor confirma que esperava essa reação do público, já que ele é um contraponto em relação ao maldoso jornalista Téo Pereira (Paulo Betti). 

Aguinaldo também comentou o sucesso de Viviane Araújo no folhetim. “Quando eu vi o teste da Viviane adorei e percebi que ela tinha um senso de humor muito grande e tem um timing de atriz, de pessoas que têm experiência e resolvi criar um personagem especialmente para ela”. 

Com a propaganda política obrigatória, a novela começa com uma audiência de cerca de 12 pontos, e cresce para 34 no final do capítulo. “Para um autor que está se matando para escrever uma novela, que sabe que a novela paga o salário de todos aqueles que participam, sinto uma grande responsabilidade. Não chega a ser decepcionante porque a gente sabe que é uma situação provisória”, diz o autor, destacando que normalmente a média de pontos da audiência da novela seria ao redor de 35. “Por mais que a novela da TV seja importante para mim, o que importa é a novela da vida real”, conclui.

Confira a entrevista completa no áudio.