Roberto Justus vê retorno de Dilma ao poder como "maior tragédia ao país"

  • Por Jovem Pan
  • 09/06/2016 11h52
Eduardo Mainardi/Jovem Pan

Roberto Justus é conhecido como um dos grandes empresários do país e em sua participação no Jovem Pan Morning Show desta quinta-feira (9), demonstrou toda a sua confiança na equipe econômica que o presidente em exercício Michel Temer montou para tentar recuperar o Brasil da profunda crise em que se encontra.

Perguntado sobre o que achava de uma possível volta de Dilma Rousseff ao poder, o apresentador do “Power Couple” acredita que seria a “maior tragédia do momento para o país”. Justus espera que o atual governo consiga trabalhar nesses dois anos de mandato e que a população escolha com sabedoria o seu novo líder nas próximas eleições.

“Essa seria a maior tragédia do momento no nosso país. Coloca uma tenda em cima e vira um circo o Brasil. Ministérios que precisariam ser remontados e apoios negociados. A Dilma não tem condições de governar. Tem que apoiar esse governo atual nos dois anos que tem pela frente e nas eleições escolher certo dessa vez”, comentou.

Com muito talento na hora da fala, o empresário fez questão de elogiar a capacidade intelectual que Temer apresenta em seus discursos. O chairman da Newcomm defende que o atual mandatário do nosso país tenha liberdade para governar e que merece um voto de confiança por toda a experiência que tem no meio.

“Ele (Temer) é um presidente de nível intelectual bom e que sabe falar. Acho que tem boa vontade, mas tem limitações como falta de liberdade para governar. A equipe econômica é incrível e o presidente do Banco Central é muito bom”, elogiou. “Eu acho que temos que dar um voto de confiança, mesmo com todas as limitações. Ele já diminuiu alguns ministérios, poderia ter tirado uns 15, mas foram sete. É difícil a situação, não queria estar no lugar do Temer nesse momento, pegar essa grande bomba”, completou.

Justus revelou que já o questionaram se teria vontade de tentar uma carreira política, mas garantiu que isso é algo que não lhe interessa. O empresário cita principalmente o sistema político arcaico, onde é preciso sempre firmar acordos para conseguir governar. Ele elogiou a candidatura do seu amigo e também empresário João Dória, que será o nome do PSDB na eleição municipal de São Paulo em outubro.

“Sem dúvida que eu apoiaria o Dória. É um cara decente e doente por trabalhar. Certeza que a cidade vai melhorar muito com ele. Caso se dê bem na prefeitura, talvez possa pensar na presidência mais para frente”, finalizou.