‘Agenda de diversidade tem perspectiva de papel na sociedade, não de lucro’, diz diretor do Boticário

Líder de diversidade e diretora de marketing da empresa foram convidados do programa ‘Mulheres Positivas’ desta segunda-feira, 27

  • Por Jovem Pan
  • 27/09/2021 13h59 - Atualizado em 27/09/2021 14h03
Mulheres Positivas/Reprodução de vídeoDiretores de diversidade e marketing do Boticário foram entrevistados no programa 'Mulheres Positivas'

O programa “Mulheres Positivas“, da Jovem Pan, traz como convidados nesta segunda-feira, 27, a diretora de marketing do grupo Boticário, Renata Gomide, e o diretor de diversidade da empresa, Eduardo Fonseca. Com uma alta gama de clientes mulheres, a marca também leva esses números para cargos altos na empresa. Hoje, segundo Gomide, quase 70% das franqueadas são geridas por pessoas do sexo feminino; quase 65% da liderança do grupo e 90% das revendedoras são mulheres. “Acho que a gente tem uma jornada ainda para percorrer quando olha para o nível de diretoria, mas a gente vem buscando essa agenda, que está muito acelerada, então eu digo que é uma coisa muito natural”, pontua a diretora de marketing. O diretor de diversidade da marca lembra que a representatividade é importante e é uma agenda primordial para os acionistas. “Essa é uma agenda que é verdadeira, não é uma agenda que tem uma perspectiva de lucro, de negócios, é uma agenda que tem uma perspectiva de papel na sociedade”, recordou Fonseca.

Uma das promoções de igualdade da empresa foi a da licença parental obrigatória de 120 dias para todos os funcionários que tiverem filhos, seja por gestação ou por adoção. “O que a gente decidiu é que não poderia existir diferença entre nenhum tipo de relação entre pai e filho, mãe e filha, como quer que seja”, afirmou Fonseca. Ele ainda ressaltou que a empresa sempre teve interesse em oferecer algo além do mínimo que a legislação permitia e lembrou da importância do estreitamento de laços entre pais e filhos. Um dos exemplos do incentivo da relação entre pais e filhos e do poder da força feminina na empresa foi vivido pela própria Renata, que foi convidada a entrar no Boticário um dia após descobrir que estava grávida do segundo filho. Ela comunicou ao CEO no momento em que foi chamada e não deixou de ser a preferida para a vaga. “Naquele momento eu tive a certeza que eu tinha que ir”, afirmou.

Durante a pandemia, a marca também se voltou para conversar com funcionários sobre vulnerabilidade e saúde mental, fazendo reuniões nas quais eles puderam compartilhar suas inseguranças e angústias dentro de um momento tão difícil. Além de ser um espaço de abertura, os gestores perceberam que os funcionários se tornaram mais ativos para participar de conversas e outros processos. “Em uma reunião tinham pessoas que falavam pouco e aí a gente vai percebendo que é um receio de se expor, um receio de errar. Hoje, não. Depois desse trabalho em grupo, as pessoas estão se expondo mais, estão falando mais, estão trazendo ideias”, lembrou. Para ela, a construção de um local seguro faz com que as pessoas se abram mais, algo extremamente positivo para o trabalho em grupo.

Como livro indicado para mulheres positivas, Renata Gomide lembrou de todas as obras de Brené Brown, que fala sobre vulnerabilidade e gera reflexão. Como filme, ela indica “A Suprema”, que conta a história da juíza Ruth Bader Ginsburg e, para ela, mostra a força das mulheres. Questionada sobre uma mulher inspiradora, a diretora não conseguiu citar um nome específico. “Falo que o que eu sou hoje é muito fruto de coisas que me inspiro em diferentes mulheres”, disse. O diretor de diversidade do Boticário indicou as obras “O Pequeno Príncipe” (livro) e Forrest Gump (filme). Como uma mulher positiva, ele indicou Greta Thunberg, que, para ele, tem uma potência enorme de liderança com apenas 14 anos.

Confira o programa “Mulheres Positivas” desta segunda-feira, 27, na íntegra: