Carol Celico conta por que escolheu carreira como estilista: ‘Sempre quis empreender com moda’

Entrevistada desta semana do Mulheres Positivas, empresária explica como criou sua própria linha de roupas, a Niini, e relembra vida em Milão

  • Por Jovem Pan
  • 01/08/2022 14h37 - Atualizado em 01/08/2022 17h41
Reprodução/Jovem Pan News Carol Celico Carol Celico foi a convidada do programa Mulheres Positivas desta semana

O programa Mulheres Positivas desta semana recebeu a especialista em moda Carol Celico. Em entrevista a Fabi Saad, a influenciadora relembrou sua vida ao lado do jogador de futebol Kaká, com quem se casou aos 18 anos. “Comecei a namorar com 15 anos, quanto eu tinha 16 ele foi para fora do Brasil… A gente ficou um ano namorando aqui, dois anos a distância, e a gente já casou. Casei com 18, eu era muito nova. Eu tinha que convencer meus pais que ia fazer faculdade, queria fazer Hotelaria na Suíça. Eu percebi que quando eu fosse para a Itália não iria poder fazer Hotelaria na Suíça. Encarei um casamento muito nova, tive certeza aos meus 18 anos e não me arrependo de nada. Me levou para fora, me deu meus filhos, tive muitas experiências maravilhosas também com relacionamento e questão religiosa”, observou. Celico contou que demorou para aprender a lidar com as consequências da fama do atleta brasileiro para a sua imagem. “Tinham paparazzi na rua, as coisas eram mais lentas. Eu não tinha voz, não tinha Instagram ou Twitter, eu não dava entrevistas e as pessoas não me conheciam, só ouviam falar. Depois, comecei a aceitar que poderia ter minha voz.”

Quando se casou, Carol foi morar em Milão. Ela relata que estranhou os costumes da cidade e o seu tamanho em comparação a São Paulo. “É uma cidade gostosa para passear. Quem sai de São Paulo, uma das maiores cidades do mundo, e vai para Milão… É como se fosse uma cidade pequena de interior. Ela tem a rua com as marcas, mas Roma era a cidade importante, Milão era o pontinho da moda. Uma cidade que tinha uma mentalidade de interior muito forte. Comecei a perceber que, talvez, por ser uma cidade pequena, eles se protegem muito. Diferentemente do Brasil, que acontece alguma coisa e todo mundo quer expor. Milão tem essa história provinciana”, disse. Celico contou que, hoje, é parada na rua por pessoas que relatam a terem conhecido durante sua passagem pela Itália. Segundo ela, dos anos em Milão, ela ignora as memórias ruins. “Eu tenho uma memória seletiva, apaguei, mas com certeza hoje, olhando a sensação das pessoas, eu estava triste. Talvez pelo inverno, talvez por ter muitas responsabilidades que não sabia que ia ter. É como ter filho, ninguém fala para você o que é ter de verdade. O casal margarina, a família capa de revista, não é que acabou, nunca foi perfeito. A gente só vê a pontinha do iceberg. Não é bem assim. Você está com frio, longe da família, cheia de responsabilidades, pessoas te julgando. É muita coisa para uma menina de 18 anos, mas eu quis esse desafio”, garantiu.

Filha de Rosangela Lyra, que trabalhou por anos na marca Dior no Brasil, Celico conta que as mulheres de sua família são uma grande inspiração pessoal. “Vim de uma família de mulheres muito fortes, foram mulheres à frente de seu tempo. Visionárias. Minha mãe trouxe a Dior para o Brasil, então eu vejo que, por ela ter feito francês, ter feito essa tendência, conseguiu trabalhar numa marca francesa. Sempre foram mulheres que gostavam de se esforçar. Me sinto honrada de fazer parte dessa linha tão forte de mulheres, me sinto com a responsabilidade que leva esse desafio. Sempre quis esse estereótipo de perfeição porque sempre acreditava. Tive uma mãe rígida, critica, uma dureza que me trouxe até aqui”, afirmou.

Hoje, a estilista tem sua própria linha de roupas, a Niini. Carol conta que demorou para encarar a possibilidade de se estabelecer em uma profissão similar à de sua mãe. “Eu sempre quis empreender com moda, tanto que a faculdade que fiz foi de fashion business. Eu fingia que não queria fazer, aquela rebeldia da adolescência, um pouco natural. Sinto que ainda não tinha autonomia nem estava preparada para levantar um negócio. Não tinha muito a minha escolha, nem o tempo nem o momento. Não achava que tinha o momento para pensar o que quero para mim. Essa descoberta foi muito difícil, era uma batalha entre o que sou, posso ser e o que me permitem ser. Quando fui morar em Madri, comecei tudo de novo”, relembrou. A loja Niini foi feita especialmente para o público de Celico e seu nome tem um significado pessoal, relacionado com a infância da influenciadora. “Ela começou tendo uma grade grande [de tamanhos], com várias linhas. Todo mundo queria o que eu estava usando, alfaiatarias. Niini era meu apelido de infância. Minha vó e minha mãe me apoiaram muito no começo do projeto, quando comecei a desenhar.”

Como livro, Celico indicou “Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso”, de Carol Dweck. Como filme, ela trouxe” Um Lugar Chamado Nothing Hill”, romance de sucesso dos anos 90, estrelado por Julia Roberts. Como mulher positiva, Carol afirmou se inspirar na apresentadora americana Oprah Winfrey.

Confira na íntegra a entrevista com Carol Celico: