‘Mulheres são mais cuidadosas do que os homens na hora de trair’, diz especialista

Infidelidade dentro das relações e o porquê as pessoas fazem isso foram temas debatidos no programa ‘Mulheres Positivas’ desta segunda-feira, 7

  • Por Jovem Pan
  • 07/06/2021 17h26
Jovem Pan/Mulheres PositivasApresentadora Fabi Saad, psicóloga e pesquisadora Luiza Moraes, fundadora de uma empresa de investigações particulares Eduarda Lima e podcaster Naná Feller

Ao lado de Naná Feller, a apresentadora Fabi Saad, do programa “Mulheres Positivas“, da Jovem Pan, entrevistou nesta segunda-feira, 7, a fundadora de uma empresa de investigações particulares Eduarda Lima e a psicóloga e pesquisadora Luiza Moraes. As duas falaram sobre infidelidade e como homens e mulheres agem no momento da traição. Luiza Moraes explicou que o lobo frontal do cérebro é responsável pelo controle do comportamento que julgamos como certo ou errado. “Nas pessoas que traem, o que a gente imagina é que essa área não exerça tanto controle sobre a pessoa, deixando que ela aja da forma mais primitiva e esqueça um pouco da moral, mas em relação a homens e mulheres, em questão de neurociência, não existe muita diferença em relação a funcionamento não”, afirmou. Ela lembrou que a traição não é uma coisa ética e viver uma vida fora disso é mais trabalhoso do que seguir “dentro das regras”. “Acho que a pergunta é: o que é tão poderoso que faz uma pessoa escolher viver nessa bagunça mesmo sabendo dos riscos e sabendo que não vai ser uma vida tranquila, que você vai estar sempre atento tendo que esconder alguma coisa?”, questionou.

Do ponto de vista científico, a especialista lembrou do neurotransmissor “dopamina”, que é atrelado ao prazer e à novidade. “Quando você está há muito tempo com uma pessoa, acaba que os receptores da dopamina vão ficando mais dormentes, mais acostumados com aquela quantidade de dopamina que recebem em um relacionamento, por isso as outras pessoas vão ficando mais atraentes, mais interessantes, aquele mistério de você não conhecer”, explicou. Para a empresária do ramo de investigações, as reações entre homens e mulheres têm diferenças. “Percebo que os homens traem muito por aquela coisa primitiva, por instinto. A mulher não, ela se apaixona, ou é um amor antigo, ela está chateada, com algum problema no casamento e acha em um ‘segundo companheiro’ uma fuga do problema. Percebo muito isso no meu dia a dia”, afirmou. Ela narra que a primeira reação das mulheres traídas quando descobrem o adultério é a dor e a tristeza, mas em seguida elas tendem a perdoar o fato. “Elas costumam me contratar de novo, para ver se os maridos mudaram”, contou, lembrando de um caso no qual uma cliente foi traída seis vezes e tentou contratar a empresa de investigação mais uma vez em busca de provas que justificassem um divórcio.

Eduarda Lima explicou que, por outro lado, a mulher que trai costuma ser mais hábil do que o homem, já que sabe o tamanho do julgamento pelo qual vai passar quando for descoberta. “Normalmente, para você descobrir uma traição feminina, ou a mulher já não está nem aí e quer mesmo que o marido descubra, porque ela está com raiva ou por algum motivo muito pessoal, ou é porque você foi muito a fundo. Mulheres são muito cuidadosas, homens não. Eles deixam rastros, esquecem de apagar do celular, saem de casa a qualquer momento e inventam uma desculpa aleatória para encontrar com uma pessoa que acabou de conhecer na internet, é uma loucura no dia a dia”, disse. Para Luiza Moraes, em todos os casos, o diálogo é essencial. “A minha dica que eu deixo, é: converse. Conversem com os parceiros de vocês, quando a gente pensa em motivos, falem sobre isso para a gente evitar que isso aconteça”, pontuou a psicóloga.

Confira o programa “Mulheres Positivas” desta segunda-feira, 7, na íntegra: