Chanceler chileno defende potencializar relação Aliança do Pacífico-Mercosul

  • Por Agencia EFE
  • 07/08/2015 15h37

Santiago (Chile), 7 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores do Chile, Heraldo Muñoz, defendeu nesta sexta-feira a favor de potencializar a relação entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, na perspectiva de que o Chile seja uma ponte da região rumo a Ásia Pacífico.

“Queremos avançar em um diálogo com o Mercosul porque o Chile também tem interesses no Atlântico, os investimentos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, no Paraguai”, disse Muñoz em um seminário organizado em Santiago por Americas Society e Council of the Americas.

“E há corredores bioceânicos que envolvem estes países que nos parecem absolutamente fundamentais”, acrescentou.

A Aliança do Pacífico é integrada por Colômbia, México, Peru e Chile, enquanto o Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia, este último em processo de adesão.

“Estamos trabalhando e já acertamos com Brasil, Argentina e Paraguai privilegiar dois corredores bioceânicos. Um que sai de Porto Murtinho (Mato Grosso) no Brasil, que passa pelo Paraguai, passa pela Argentina e acaba pela passagem Jama para Antofagasta, Iquique e Arica”, explicou o chanceler chileno.

“O outro sai de Porto Alegre, passa pela Argentina e sai pela passagem de Água Negra, que esperamos em breve ter o túnel licitado, que vai criar não só um grande investimento para os empreendedores que invistam nesse túnel, mas também turismo, comércio e enorme possibilidades entre a província de San Juan (Argentina) e Coquimbo e La Serena”, acrescentou.

“Fomos impulsionadores do entendimento pragmático entre ambos os blocos, não uma fusão, porque isso seria absurdo dadas as diferenças tarifárias e reguladoras entre Mercosul e Aliança do Pacífico, mas sim uma agenda concreta que o Chile propôs e que se tratou em duas reuniões”, assinalou Muñoz.

Segundo o chefe da diplomacia chilena, estes avanços “podem ser feitas sem necessidade de fusão alguma e mantendo a independência de cada bloco para que avancem em suas próprias velocidades”. EFE