Começa reunião extraordinária do Eurogrupo sobre a Grécia

  • Por Agencia EFE
  • 20/02/2015 16h52

Bruxelas, 20 fev (EFE).- Os ministros de Economia e Finanças da zona do euro começaram com três horas e meia de atraso a reunião extraordinária do Eurogrupo na qual tentam chegar a um acordo sobre o futuro da ajuda à Grécia.

O encontro começaria inicialmente às 14h (meio-dia em Brasília), mas foi adiado em uma hora e meia e depois novamente para dar tempo e margem ao presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, de tentar aproximar posições que ainda estavam muito divergentes entre a Grécia e seus sócios da zona do euro.

O próprio presidente do Eurogrupo afirmou hoje que um acordo nesta sexta-feira entre os membros da zona do euro e da Grécia sobre o futuro da assistência financeira a esse país “vai a ser muito difícil”, embora admitiu que ainda “há motivos para algum otimismo”.

Fontes da zona do euro explicaram que após as reuniões bilaterais mantidas antes do Eurogrupo foi redigido um texto mais curto do que a carta enviada pela Grécia, para que sigam trabalhando nos detalhes nos próximos dias.

Agora o material está sendo analisado pelos ministros dos membros da zona do euro para decidirem se darão o sinal verde.

Ontem a Grécia enviou ao Eurogrupo sua solicitação para prorrogar por mais seis meses o crédito de seus parceiros e não o atual programa, com todas suas condições, como tinham exigido os outros 18 países na segunda-feira.

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conversou na quinta-feira com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e com o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, antes de se reunir hoje em Paris com o presidente da França, François Hollande.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, também se envolveu diretamente nas negociações, ao abordar “possíveis pontos de encontro” com Dijsselbloem, Alexis Tsipras, e Merkel, indicou em sua conta oficial no Twitter.

O ministro grego de Finanças, Yanis Varoufakis, disse em sua chegada a Bruxelas que espera que no final da reunião surja a “fumaça branca” que signifique um acordo e para isso pediu a seus sócios que se aproximem pelo menos um pouco da posição de Atenas.

Vários ministros da zona do euro reivindicaram hoje ao governo grego mais “concretização” e “clareza” em sua solicitação, e ressaltaram a necessidade de reconstruir a confiança entre as partes.

Os países mais críticos à Grécia nas últimas horas, entre eles Alemanha, Áustria, Bélgica e Eslováquia, reiteraram hoje sua posição, e os mais moderados, como a França junto com alguns membros da CE, sublinharam que é possível uma solução porque é o que todos querem.

Também Portugal e Finlândia adotaram uma posição dura com Atenas, entre outros Estados-membros.

Para os mais críticos, o pedido grego carece de claros compromissos com a finalização do atual programa, que permite desembolsar a ajuda ainda pendente, e argumentam a falta de clareza sobre a promessa de Atenas de não adotar medidas unilateralmente que possam prejudicar a posição orçamentária da Grécia e deixar sem vigor os compromissos já estipulados. EFE

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