Cruzeiros que levavam passageiros vítimas de atentado deixam porto de Túnis

  • Por Agencia EFE
  • 19/03/2015 06h50

Túnis, 19 mar (EFE).- O navio da MSC Cruzeiros, um dos dois cruzeiros cujos passageiros foram afetados ontem pelo ataque terrorista no qual morreram 17 turistas no centro de Túnis, partiu nesta quinta-feira do porto da cidade, informou a companhia.

Trata-se do “MSC Splendida”, que saiu do porto de La Golette, nos arredores da capital da Tunísia, após receber as permissões das autoridades, segundo a fonte.

O navio, junto a outro da companhia Costa Cruzeiros, o “Costa Fascinosa”, estavam atracados ontem em Túnis e alguns de seus viajantes realizavam passeios no centro da capital quando aconteceu o ataque jihadista.

O “Costa Fascinosa”, no qual viajam mais de 3.000 pessoas em uma rota de uma semana por diversos cidades do Mediterrâneo, também já deixou o porto tunisiano.

Segundo informaram à Agência Efe fontes da MSC, a companhia decidiu deixar em Túnis um agente que se ocupará de buscar os passageiros ainda não localizados.

Também se encarregará de realizar todas as gestões para completar a identificação dos mortos e dos feridos que permanecem no país norte-africano, no total cerca de 50 pessoas, segundo as fontes.

Enquanto isso, as autoridades legistas continuam nesta quinta-feira com o processo de identificação dos corpos dos 17 turistas assassinados ontem pelo comando jihadista que atacou o Museu do Bardo, no coração de Túnis, e deteve vários reféns antes de serem abatidos pela polícia local.

O massacre aconteceu na manhã de terça-feira quando um jovem de cerca de 20 anos e aspecto ocidental metralhou um ônibus no qual viajavam cerca de 40 turistas, viajantes de um cruzeiro no Mediterrâneo que tinha feito escala em Túnis.

No primeiro ataque morreram sete pessoas, segundo explicou à Agência Efe seu guia, Wasel Busid.

Minutos depois, pelo menos outros três homens sequestraram um numeroso grupo de reféns no interior do Museu do Bardo, o maior da Tunísia, e se entrincheiraram em uma área de jardins entre o citado museu e o edifício do parlamento.

Na operação de resgate posterior morreram outras 15 pessoas, entre elas os sequestradores, alguns policiais e uma das trabalhadoras de limpeza do museu.

O atentado representa um duro golpe para a Tunísia, que confiava no turismo e na estabilidade para impulsionar sua economia, sair da crise e consolidar seu processo de transição política. EFE