É possível avaliar o impacto eleitoral do caso Petrobras para Dilma?

  • Por Jovem Pan - Brasília
  • 20/03/2014 18h23
Dilma Rousseff era presidente do conselho administrativo da Petrobras na época da compra da refinaria

Fernando Rodrigues, comentarista político da Jovem Pan, avalia o impacto eleitoral do caso da Petrobrás. A força do caso da compra por um preço muito acima do normal de um campo de petróleo em Pasadena (EUA) depende de como serão conduzidas as investigações. A oposição já manifestou seu desejo pela instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.

Nas eleições presidenciais de 2006, a Petrobrás já havia sido envolvida nos embates dos discursos eleitorais. À época, Lula sugeriu que Geraldo Alckmin, que concorria pelo PSDB, pretendia privatizar empresas brasileiras, inclusive a Petrobras.

Entenda

No mesmo ano, a Petrobras “fez um de seus piores negócios”. A empresa petrolífera brasileira pagou mais de US$300 milhões por metade do campo, que fora adquirido em primeiro lugar pela Astra Oil (Bélgica) a US$ 45 milhões. Uma cláusula contratual, entretanto, dizia que se houvesse um conflito entre as companhias, a Petrobras teria de comprar a outra metade.

Foi o que aconteceu, e, com os valores atualizados, o campo foi adquirido por mais de US$ 1 bilhão. 

 

Dilma Rousseff comandava o conselho de administração da Petrobras e assinou o contrato. Ela alega que tomou a decisão a partir de dados técnicos e juridicamente falhos erroneamente apresentados a ela.

No mínimo fica a imagem de incapacidade gerencial de Dilma no episódio, avalia Fernando.