Especialistas analisam como a pobreza impacta na democracia na América Latina

  • Por Agencia EFE
  • 14/05/2015 15h24

Madri, 5 mai (EFE).- Diversas personalidades latino-americanas analisaram nesta terça-feira o impacto da pobreza na qualidade democrática dos países da região, em um ato realizado na Casa da América, em Madri.

“O nosso problema é a pobreza”, disse o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Eladio Loizaga, em relação à situação global da América Latina.

Por sua vez, o embaixador do Peru na Espanha, Rafael Roncagliolo, ressaltou que a democracia na região “tem problemas sérios” quanto às “condições de vida da população”.

O diplomata assegurou, no entanto, que a América Latina avançou nos consensos da globalização de “livre mercado, democracia e direitos humanos” e que atualmente projeta uma imagem melhorada sem “governos militares”.

Para o primeiro secretário-geral ibero-americano, Enrique V.Iglesias, é momento de olhar para a região latino-americana como “uma potência importante com um enorme mercado” que procura “dinamizar a economia em nível regional” através de políticas “inteligentes pragmáticas”.

“Foram feitos muitos avanços na América Latina” e seu crescimento se deve principalmente “ao grande impulso chinês” e a um melhor “manejo da macroeconomia”, explicou Iglesias.

Para seguir crescendo dentro da conjuntura internacional, Iglesias propôs um “período de maior frugalidade nos orçamentos” assim como “enfrentar reformas” em matéria educativa e produtiva e “investir em tecnologia e infraestruturas”. Reformas que, desde seu ponto de vista, trarão tensões sociais.

A previsão é que “na América Latina haverá uma democracia mais consolidada, mais caótica em suas formas de expressão e mais assediada por demandas sociais”, expressou a respeito o espanhol Pablo Gómez Olea, diretor-geral para região ibero-americana do Ministerio das Relações Exteriores.

Durante o ato, vários oradores abordaram a ascensão das classes média como fruto do êxito das políticas contra a pobreza e mostraram sua intenção de que não exista um retrocesso social neste sentido.

Ambos concordaram, além disso, na ideia de gerar novas fórmulas de cooperação com o marco europeu e de potencializar a América Latina como um parceiro ativo relevante que contribua para solucionar problemas globais. EFE