EUA acreditam que ETA não conta com mais de 100 membros

  • Por Agencia EFE
  • 30/04/2014 14h38

Washington, 30 abr (EFE).- Os Estados Unidos apontaram em seu relatório anual sobre terrorismo que, segundo seus cálculos, a ETA não conta com mais de cem membros, embora lembra que o grupo terrorista ainda não se dissolveu formalmente apesar da cessação da violência.

O relatório ressalta que cerca de 500 membros da ETA foram detidos desde 2007, entre eles 12 no ano passado, o que deixaria o grupo com cerca de 100 membros e outros 750 atualmente presos em centro espanhóis ou franceses.

O trecho sobre a Espanha do relatório, que analisa as tendências sobre terrorismo no mundo todo, destaca que a ETA não realiza nenhum atentado desde a cessação definitica da luta armada anunciada em outubro de 2011.

No entanto, a organização terrorista basca “não se dissolveu formalmente e nem entregou seu arsenal de armas”.

O relatório de 2013 não menciona o anúncio da ETA sobre a entrega parcial de seu arsenal em fevereiro, que foi qualificado pelo governo espanhol como uma “escenação” e um passo insuficiente.

Então, na presença de membros da denominada Comissão Internacional de Verificação (COM), membros da ETA mostraram e anunciaram a destruição de quatro armas de fogo, umas 300 balas, várias granadas e material para a fabricação de explosivos e outros dispositivos, como temporizadores.

O relatório também lembra que membros foragidos do grupo mantêm uma vida discreta em Cuba e Venezuela.

O Departamento de Estado também indica que a Espanha demonstrou sua “liderança” na luta contra a lavagem de dinheiro e no financiamento do terrorismo, e intensificou a cooperação para evitar o terrorismo extremista.

Apesar disso, Washington recomenda que se acelere a aplicação de parte das regulações contidas nas recomendações do multinacional Grupo de Ação Financeira, para unificar os critérios de prevenção de lavagem de capitais.

“As regulações aumentarão amplamente a capacidade das autoridades para resistir ao financiamento terrorista, ao impor mais estritos requisitos em instituições financeiras e empresas, com mais duras penas por descumprimento e mais sólida vigilância e supervisão”, assinalam as conclusões do Departamento de Estado.

Em geral, os Estados Unidos destacam que a Espanha demonstrou sua capacidade para “detectar, dissuadir e responder perante incidentes terroristas”. EFE