EUA começam a treinar rebeldes sírios moderados contra o Estado Islâmico

  • Por Agencia EFE
  • 14/05/2015 03h47

(Corrige o número do primeiro grupo de rebeldes: 90 soldados)

Washington, 7 mai (EFE).- O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, anunciou nesta quinta-feira o início do treinamento dos primeiros rebeldes moderados sírios para combater os terroristas do Estados Islâmico (EI) no terreno.

Embora Carter não tenha especificado onde começaram os treinamentos, se dá por certo que a Jordânia é o país que está acolhendo os primeiros rebeldes escolhidos pelos EUA para fazer parte desta força de choque contra os extremistas sunitas do EI.

Carter informou em entrevista coletiva no Pentágono que o treinamento já começou com um contingente de rebeldes de 90 soldados e que um segundo grupo se somará aos treinamentos em “poucas semanas” a este “modesto” número.

Um grupo formado por centenas de analistas militares americanos está sendo o primeiro a treinar os rebeldes sírios no uso de armas, comunicações e comando operacional e coordenação.

O Pentágono espera que os primeiros rebeldes possam estar operativos no terreno na Síria “em poucos meses” e que o programa vá se estendendo progressivamente.

“Primeiro eles foram recrutados, depois selecionados e agora passaram à fase de treinamento”, explicou Carter.

A dúvida é se estes rebeldes treinados pelos Estados Unidos, que desde o começo da guerra civil síria puderam fazer parte das forças da oposição moderada ao líder sírio, Bashar al Assad, se centrarão apenas em combater os jihadistas.

Carter disse que o alvo principal das unidades rebeldes treinadas pelo Pentágono será o EI, que ocupa grandes áreas do leste sírio.

Mas, caso se vejam atacados por forças de Assad, “nós os protegeremos”, garantiu depois o chefe do Pentágono.

O chefe do Estado-Maior Conjunto, o general Martin Dempsey, reconheceu que nesse momento um regime frágil de Assad em Damasco “tornaria a situação na Síria mais complicada” ao afundar o país ainda mais no caos, mas não mudaria os esforços americanos para acabar com o EI.

O plano inicial da Casa Branca era poder treinar e espalhar no terreno um total de 5.000 rebeldes moderados. EFE