Explosão de bomba no Afeganistão deixa pelo menos 13 civis mortos

  • Por Agencia EFE
  • 07/04/2014 15h04

Cabul, 7 abr (EFE).- Pelo menos 13 civis morreram e cinco ficaram feridos quando o carro em que viajavam explodiu na província de Kandahar, no sul do Afeganistão, informou à Agência Efe uma fonte policial.

O fato aconteceu por volta das 18h (horário local) (13h30, em Brasília) no distrito de Maywand, afirmou o porta-voz da polícia provincial, Rahman Durrani. Segundo ele, todas as vítimas eram homens. Entre os feridos há uma mulher e uma criança, que foram transferidas por forças de segurança afegãs ao hospital provincial, e o estado de saúde é “crítico”.

Durrani explicou que o veículo teve que desviar da estrada principal depois que, pouco antes, um comboio da missão da Otan no Afeganistão (Isaf) sofreu um atentado suicida, embora não tenha conseguido dar detalhes sobre o ocorrido.

Um porta-voz da Isaf confirmou o ataque à Agência Efe, realizado com “um carro carregado de explosivos”, e esclareceu que não aconteceu qualquer baixa entre os membros das forças da Aliança Atlântica.

No entanto, um porta-voz dos talibãs, Mohammed Yousef Ahmadi, informou à agência local “AIP” que “12 soldados internacionais morreram e muitos outros ficaram feridos”. Contudo, os insurgentes têm o costume de exagerar com relação ao efeito de suas ações armadas.

O ataque talibã aconteceu após o fim de semana das eleições presidenciais afegãs, que transcorreram com relativa calma apesar de os insurgentes terem dito que boicotariam o processo eleitoral. Ontem, dois funcionários eleitorais e um policial morreram com a explosão uma bomba na passagem de um caminhão que transportava os votos da província de Kunduz.

Essas eleições são delicadas, já que as tropas de combate da Otan estão em pleno processo de retirada e estão transferindo gradualmente a competência da segurança à polícia e ao exército do país.

Toda essa saída será concluída em dezembro, caso sejam cumpridos os prazos previstos, mas a comunidade internacional quer manter certa presença militar em solo afegão além dessa data. EFE