Família afirma que voluntária dos EUA foi violentada por líder do EI

  • Por Agencia EFE
  • 15/08/2015 02h37

Washington, 14 ago (EFE).- O autoproclamado califa do Estado Islâmico (EI), Abu Bakr al-Baghdadi, violentou em várias ocasiões a americana de 26 anos, Kayla Müller, enquanto esta era mantida como refém do grupo islamita, e antes que morresse no início deste ano, informou nesta sexta-feira a família da voluntária à imprensa dos Estados Unidos.

A família de Müller, originária do Arizona, declarou às emissoras “ABC” e “NBC” que agentes das forças antiterroristas lhes revelaram em junho que Kayla foi “violentada em repetidas ocasiões por Baghdadi”.

“O governo (dos EUA) nos disse que Kayla foi torturada, que era a propriedade de Baghdadi”, disseram hoje seus pais, Carl e Marsha Müller, à “ABC News”.

Foi Baghdadi em pessoa quem levou a voluntária, capturada em agosto de 2013 quando saía de um hospital na cidade síria de Aleppo, para a casa de outro dirigente do EI, Abu Sayyaf, que foi morto em uma operação das forças especiais dos Estados Unidos em maio deste ano.

Em 10 de fevereiro de 2015 o governo dos EUA confirmou a morte de Müller, depois que o FBI comprovou a autenticidade de fotografias enviadas à família da jovem por e-mail pelos jihadistas.

A versão do EI é que Müller morreu nos bombardeios lançados na Síria em 6 de fevereiro pelas forças aéreas da Jordânia como represália ao anúncio do assassinato do piloto jordaniano Moaz Kasasbeh.

No entanto, as autoridades americanas não ofereceram detalhes do local nem das circunstâncias da morte da jovem voluntária. EFE