Governo em fim de mandato se nega a ceder o poder a novo Executivo da Líbia
Trípoli, 28 mai (EFE).- O governo em fim de mandato do primeiro-ministro da Líbia, Abdullah Al-Thani, se negou nesta quarta-feira a entregar o poder ao novo Executivo de Ahmad al Maitiq, que recebeu o voto de confiança do Parlamento no domingo passado.
Em entrevista coletiva, Al-Thani, insistiu que sua equipe continuará dirigindo os assuntos do país até que “o Poder Judiciário” se pronuncie sobre a questão e até que os deputados determinem quem deve dirigir o país.
No domingo passado a confiança outorgada pelo Congresso líbio à equipe de Maitiq causou polêmica depois que a reunião aconteceu com o quórum mínimo, ou seja 93 dos 200 parlamentares da Assembleia Legislativa.
O governo de Maitiq, um empresário original da cidade de Misrata, no oeste da Líbia, conta com o respaldo da corrente islamita da câmara, mas com a rejeição de um grande número de legisladores, especialmente do sul e do leste do país.
O deputado Saad Sultan, do partido laico Força Aliança Nacional, disse à Agência Efe que não tinha nada contra Maitiq, mas contra a maneira como aconteceu o processo na Assembleia.
Por sua parte, a deputada independente Nadia Rashid não duvidou em qualificar o novo Executivo de “ilegítimo e inconstitucional” já que, segundo ela, a eleição de Maitiq, realizada no último dia 5 de maio, foi irregular.
Esta nova situação se soma à profunda crise política iniciado no dia 16 de maio após o ataque do general reformado Jalifa Hafter contra várias milícias da cidade de Benghazi.
O bloqueio institucional e de governo e a insurreição de Hafter despertaram o medo no interior e no exterior do país perante um eventual desmoronamento do sistema. EFE
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