J.K. Rowling aborda regulação da imprensa e grampos telefônicos em novo livro

  • Por Agencia EFE
  • 04/06/2014 09h17

Londres, 4 jun (EFE).- A escritora britânica J.K. Rowling, autora da popular saga “Harry Potter”, aborda em seu novo livro a questão dos grampos telefônicos e suas experiências em relação à intromissão da imprensa na vida privada.

“The Silkworm” (O Bicho-da-Seda, em livre tradução), segundo suspense de Rowling sob o pseudônimo de Robert Galbraith, retoma os mesmos personagens de seu livro anterior, o detetive particular Cormoran Strike – um veterano da guerra do Afeganistão – e sua “decidida jovem ajudante” Robin Ellacott, em um novo caso a ser desvendado, o desaparecimento do romancista Owen Quine.

No entanto, entre os personagens adicionais, o livro também relata as ações de um desprestigiado jornalista, que, por sinal, recorre às escutas telefônicas em seus procedimentos, segundo relatou a agência de notícias Press Association após ler o primeiro capítulo.

“O romancista Quine escreveu um manuscrito com venenosos perfis de quase todas as pessoas que conhece e, caso esse livro fosse publicado, arruinaria vidas, com o que haveria muitas pessoas querendo lhe silenciar”, relata o site do fictício escritor Robert Galbraith ao detalhar a trama.

O novo título, de 384 páginas e que chegará às prateleiras no próximo dia 19 no Reino Unido, também recolhe a opinião da autora a favor de uma regulação da imprensa britânica, como concluiu o chamado relatório Leveson que averiguou o escândalo das escutas ilegais realizadas pelo tabloide “News of the World”.

Em 2011, perante o juiz lorde Brian Leveson, Rowling declarou que o assédio da imprensa fez com ela abandonasse sua casa na Escócia e que chegou a encontrar uma carta escrita por um jornalista na bolsa do colégio de sua filha mais nova.

“The Silkworm”, que sairá pela editora Little Brown, é o seu terceiro livro para adultos. Antes, em outubro de 2012, a escritora lançou “Morte Súbita” e, em abril de 2013, “O Chamado do Cuco”, o primeiro sob o pseudônimo de Robert Galbraith e que teve um grande sucesso entre a crítica especializada.

Essa foi a primeira vez que a escritora ocultou sua verdadeira identidade para escrever sem as pressões relacionadas à fama alcançada com as histórias de magia de Hogwarts, embora esse fato tenha sido desvendado por conta de um descuido de um de seus advogados.

O primeiro título de “Harry Potter” foi publico há mais de 17 anos, enquanto a saga, um verdadeiro êxito mundial, foi traduzida para 73 idiomas e vendeu 450 milhões de cópias em mais de 200 países. EFE