Junta da AIEA analisa como será verificado acordo nuclear com o Irã

  • Por Agencia EFE
  • 24/08/2015 15h19

Viena, 24 ago (EFE).- A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) realiza na terça-feira uma reunião extraordinária para analisar a verificação internacional do histórico acordo atômico com o Irã, pactuado em 14 de julho em Viena.

Os 35 países-membros do Conselho de Governadores da AIEA devem debater e depois dar sinal verde aos planos elaborados pela equipe do diretor-geral da agência nuclear da ONU, Yukiya Amano.

O fundamento dos debates, que serão realizados na sede da ONU em Viena, será um documento enviado por Amano a todos os países-membros da AIEA há duas semanas.

Neste documento estão os requerimentos de pessoal, material técnico e também financeiros para poder verificar o acordo nuclear com o Irã, explicaram à Agência Efe fontes ligadas à AIEA.

Amano oferecerá amanhã um discurso e uma entrevista coletiva para explicar seus planos.

Segundo estimativas feitas antes da conclusão das negociações nucleares com o Irã, a AIEA necessitará de dezenas de especialistas e um orçamento adicional de US$ 1 milhão mensal para poder cumprir tudo o que é exigido.

Este Conselho de Governadores especial será realizado antes da seguinte reunião ordinária, que começa em setembro.

Nela, será analisado mais recente relatório técnico sobre a investigação do programa nuclear de Irã, que está prevista para os próximos dias.

Seis grandes potências fecharam em julho um histórico tratado nuclear com a República Islâmica, que estipula várias limitações ao programa atômico desse país.

Em troca, as potências levantarão as sanções internacionais que pesam sobre o Irã.

Para entrar em vigor, o acordo deverá primeiro ser aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos e pelo parlamento iraniano.

Além disso, a AIEA deverá confirmar que o Irã aplicou as primeiras restrições de seu programa e deverá emitir uma análise final sobre possíveis dimensões militares do programa atômico iraniano no passado, o que pode ser publicado no final do ano. EFE