Intuito dos políticos é destruir o estado democrático de direito

  • Por Jovem Pan
  • 28/10/2017 10h54
Antonio Augusto/Câmara dos DeputadosO sonho é manietar o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e impedir que as apurações sejam realizadas e que a justiça possa apreciar as investigações, disse Villa

“Insaciáveis”. É assim que o comentarista da Jovem Pan Marco Antonio Villa classifica os políticos brasileiros na ânsia de aprovar o projeto de lei de abuso de autoridade. Após a suspensão da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer e do esquecimento da proposta por quase seis meses, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, criou uma comissão especial que vai analisar a lei, e deve tramitar com “prioridade”.

“O fim é tentar fazer o possível para destruir a estrutura que levou a Lava Jato. O sonho é manietar o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e impedir que as apurações sejam realizadas e que a justiça possa apreciar as investigações, recebê-las, no caso, como ação penal e, no caso dos culpados, condená-los”, disse Villa

“O intuito dos políticos, numa grande conspiração feita na demoníaca praça dos três poderes, é destruir o estado democrático de direito, naquilo que ainda está em serviço da cidadania. Porque, infelizmente, insisto sempre em dizer, a estrutura do estado democrático de direito, por mais incrível que pareça, no Brasil, não está a serviço da cidadania, mas de criminosos”, completou o professor.

Villa comentou ainda o depoimento da ex-presidente Dilma Rousseff, que foi testemunha de defesa de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, que “por onde passou, cometeu crimes”.

“Vamos ver se a justiça condene ele e ele devolva o dinheiro que ele roubou do Banco do Brasil. (…) Eles nunca sabem de nada. O País conhece a senhora Dilma Rousseff. Esses depoimentos de Dilma têm que ser feitos, mas não conduz a nada. Não há quem não saiba que o PT é uma organização criminosa”, afirmou o comentarista.

Confira no áudio acima a participação completa de Marco Antonio Villa no Jornal da Manhã deste sábado (28).