Luiz Marinho mentiu no Jornal da Manhã
Marco Antonio Villa provou que o pré-candidato ao governo de São Paulo Luiz Marinho (PT) mentiu ao dizer que o comentarista foi “condenado” em ação movida ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.
Na verdade, a Justiça rejeitou os dois processos que Haddad moveu contra Villa (veja mais abaixo).
Em outro processo, o Ministério Público de São Paulo acusou o ex-prefeito por um “trote” que o petista tentou aplicar em Villa. Em maio de 2016, Haddad publicou em sua conta no Facebook que havia trocado, por algumas horas, a sua agenda de prefeito pela de outro político para enganar o comentarista Jovem Pan, que tecia críticas aos compromissos oficiais do então prefeito.
A juíza de primeira instância Carolina Duprat Cardoso rejeitou o pedido da promotoria, pois não observou improbidade administrativa no caso. Mas classificou a conduta de Haddad como “reprovável”.
“Assim, ainda que o intuito revelado pelo demandado fosse reprovável, e pudesse, por elevação de conduta, ter sido evitado, não há justa causa para o recebimento da ação, porquanto não praticou ato de improbidade administrativa passível de punição nos termos das leis acima citadas”, diz a sentença, recorrida pelo Ministério Público.
“É fundamental lembrar que a crítica é sempre dirigida a uma ação política do cidadão”, disse Villa. “Quem exerce função pública recebe pedra do debate, da discussão. Não ter crítica é impor a ditadura”.
Villa diz que também ganhou ações movidas pelo ex-presidente Lula e pelo ex-presidente do PT, Rui Falcão.
Veja o momento da acusação falsa de Luiz Marinho a Villa. No final da sabatina, após se despedir dos ouvintes, o pré-candidato ao Palácio dos Bandeirantes, que já havia ameaçado processar o comentarista no começo da entrevista, provocou Villa, que rebateu:
Assista à sabatina completa de Marinho:
Relembre ação em que o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo rejeitou, em março do ano passado, recurso do ex-prefeito Fernando Haddad contra a Jovem Pan.
O petista alegava que a Jovem Pan o teria interrompido por 39 vezes e o impedido de desenvolver o raciocínio e a apresentar as propostas de governo. Haddad argumentava que o tratamento diferia do dedicado aos adversários e feria o artigo 45, inciso quatro, da Lei Eleitoral 9.504.
Mas os juízes não acataram os argumentos do político e deliberaram em favor do livre exercício da imprensa e da atuação responsável da Rádio Jovem Pan.
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