Marco Antonio Villa: Parece que Venezuela está encontrando seu caminho para a democracia

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2019 07h38
PixabayDurante os protestos desta quarta-feira (23), o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarou presidente interino, e obteve apoio de Brasil, Estados Unidos e mais 11 países

Após dia de tensões, Venezuela amanhece com dois presidentes e ameaça de novos confrontos. Durante os protestos desta quarta-feira (23), o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se declarou presidente interino, e obteve apoio de Brasil, Estados Unidos e mais 11 países.

Por sua vez, Nicolás Maduro reagiu cortando relações com os norte-americanos, a quem acusa de tramar um golpe. Também nesta quarta-feira, em que 13 pessoas morreram em protestos, ele apelou às Forças Armadas e ainda conclamou os venezuelanos a saírem às ruas para lutar.

Além disso, o Brasil reconheceu Juan Guaidó como “presidente encarregado” da Venezuela e diz que dará apoio político e econômico ao processo de transição de poder. Apesar da nota do Itamaraty, o vice-presidente general Hamilton Mourão garantiu que o país não participará de nenhum tipo de intervenção no território venezuelano.

Já Uruguai e México se oferecem para mediar crise na Venezuela, com negociações que respeitem as leis e os direitos humanos. Países propuseram iniciar nova rodada de negociações para que a atual disputa política se resolva de forma pacífica.

“Sem nenhuma possibilidade de qualquer tipo de intervenção estrangeira na Venezuela, muito menos militar. Se criou um duplo poder na Venezuela, mas Maduro continua com as rédeas das Forças Armadas e da Polícia. Mas lá se tem milhares de venezuelanos armados em milícias. A saída já foi indicada por Guaidó, que é uma anistia e um processo de transição em30 dias. Não será tarefa fácil. Maduro é somente a cabeça de um esquema de corrupção na estrutura do estado venezuelano”, diz Marco Antonio Villa.

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