Milícia islâmica assume autoria de ataque a bomba que matou 75 na Nigéria

  • Por Agencia EFE
  • 19/04/2014 13h25

Lagos, 19 abr (EFE).- A milícia islâmica radical Boko Haram assumiu neste sábado a autoria do ataque a bomba ocorrido na última segunda-feira em uma das principais estações de ônibus de Abuja, capital da Nigéria, que matou 75 pessoas e deixou outras 216 feridas.

“Fomos nós que realizamos o ataque em Abuja”, afirmou o líder do grupo armado, Abubakar Shekau, em um vídeo de 30 minutos em árabe divulgado hoje à imprensa de Maiduguri, capital do estado de Borno.

Apesar de as autoridades terem informado em um primeiro momento que 71 pessoas morreram e outras 124 ficaram gravemente feridas no atentado, o Ministério da Saúde divulgou posteriormente que o número de mortes subiu para 75.

O atentado aconteceu por volta das 6h45 locais (2h45 de Brasília), quando a estação localizada na área de Nyanya, nos arredores de Abuja, estava repleta de cidadãos que seguiam para o trabalho.

A explosão surpreendeu um grande número de passageiros no momento em que estavam prestes a entrar nos ônibus, e imediatamente houve cenas de pânico, com pessoas correndo em meio aos corpos das vítimas.

Desde o último domingo, a Boko Haram supostamente cometeu quatro ataques violentos na Nigéria, provocando a morte de pelo menos 189 pessoas.

No vídeo, Shekau não citou o sequestro de 129 meninas da escola-residência ocorrido no noroeste do país na segunda-feira passada, também atribuído a este grupo armado pelas autoridades locais.

Apesar de a Nigéria manter uma ofensiva antiterrorista nos estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país (todos sob estado de exceção), os ataques fundamentalistas são constantes no país africano.

Desde que a polícia matou em 2009 o líder da Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que causou mais de 3.000 mortes. A milícia, cujo nome significa em línguas locais “a educação não islâmica é pecado”, luta para impor a “sharia” (lei islâmica) na Nigéria, de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. EFE