Nigéria bombardeia dezenas de bunkers de Boko Haram na floresta de Sambisa

  • Por Agencia EFE
  • 16/08/2015 10h59

Lagos, 16 ago (EFE).- As Forças Aéreas da Nigéria bombardearam neste fim de semana dezenas de bunkers do grupo islamita radical Boko Haram na floresta de Sambisa, no nordeste do país, com o objetivo de acabar com uma de suas últimas fortificações, informaram neste domingo à Agência Efe fontes militares.

A ofensiva ocorreu poucos dias depois que o presidente do país, Muhammadu Buhari, deu aos novos chefes do Exército nigeriano um prazo de três meses para acabar com os insurgentes, que nos últimos anos mataram milhares de pessoas e cuja campanha de terror provocou o deslocamento de 1,5 milhão de cidadãos.

“Recentemente desdobramos mais aviões em operações no estado Borno e não iremos parar até que tenhamos expulsado todos os insurgentes” da floresta de Sambisa, declarou à Efe um oficial das Forças Aéreas que pediu o anonimato.

Os bombardeios, que vêm precedidos de semanas de operações de reconhecimento nas zona, começaram ontem sábado e têm como alvo destruir dezenas de bunkers que o Boko Haram utiliza para armazenar armas e outras provisões.

“Os ataques, realizados por caças e helicópteros de combate, serviram para reduzir a operabilidade dos terroristas e permitiram destruir alguns de seus esconderijos”, explicou à imprensa o porta-voz da Força Aéreas.

Em 30 de julho, era para ter iniciado uma força regional conjunta dos quatro países da região do lago Chade mais o Benin, com um total de 8.700 soldados, mas as diferenças entre os líderes sobre sua implementação impediram que os prazos estabelecidos fossem cumpridos.

Desde fevereiro, uma força multinacional informal combate o Boko Haram no nordeste da Nigéria e as zonas fronteiriças com o Chade, Camarões e Níger, ofensiva que durante meses alcançou importantes avanços contra o grupo islamita, mas que agora parece estagnada.

Neste ano, o Boko Haram perpetrou dezenas de ataques e atentados suicidas que causaram a morte de mais de 2 mil pessoas, a maioria no estado de Borno, um dos mais afetados pela insurgência do grupo. EFE