Perspectivas de trabalho do Congresso pós-Carnaval são “desalentadoras”

  • Por Jovem Pan - Brasília
  • 06/03/2014 16h05

Plenário do Congresso Nacional vazio durante sessão à véspera do Carnaval

Alan Marques/Folhapress Congresso Nacional vazio na véspera do Carnaval

A produção dentro do Congresso Canional pós-Carnaval deve ser muito ruim, prevê Fernando Rodrigues, comentarista Jovem Pan. Reportagem da Folha de S. Paulo mostra que apenas seis projetos foram aprovados em quatro semanas de trabalho em Brasília, o pior nível de produção dos últimos dez anos das duas Casas (Senado e Câmara).

Pior: as perspectivas são desalentadoras. Os motivos são: o péssimo relacionamento do Palácio com base de apoio no Congresso, a Copa Mundo em junho e julho, quando os políticos vão querer fazer campanhas em seus Estados, e, por fim, campanha eleitoral em agosto e setembro e eleições em outubro (o segundo turno é no último domingo de outubro). Sobram apenas novembro e dezembro, mas, com um(a) novo(a) presidente da república eleito(a), os políticos não vão trabalhar, e sim fazer as coligações para o mandato seguinte.

“Nem é ruim” o movimento pequeno no Congresso, na visão de Fernando Rodrigues, porque o Brasil não precisa de tantas novas leis, mas o problema é que nem as leis necessárias, como o Marco Civil da Internet, são votadas.

Governadores com prazo

Pelo menos cinco governadores das Unidades da Federação devem deixar seus postos até 5 de abril, quando vence o prazo de desincompatibilização para quem deseja concorrer a outros cargos eletivos no final do ano. Fernando Rodrigues diz que a regra é uma “anomalia” da legislação brasileira, porque os que querem se reeleger não precisam deixar o posto. “Uns ficam, outros saem”, e a administração fica abandonada.

12 governadores não conseguirão tentar a reeleição, pois já estão no segundo mandato. Destes, três já anunciaram que não tentarão nenhum outro cargo, portanto continuarão no comando de seus estados: Jaques Wagner (PT-BA), Cid Gomes (Pros-CE) e Teotônio Vilela Filho (PSDB-AL). Todos os outros nove estão aptos a deixar o cargo.

Os cinco estados que já podem se preparar para perder seus governantes são Pernambuco, que Eduardo Campos (PSB) deixará para concorrer à presidência; Rio de Janeiro, cujo líder, Sérgio Cabral (PMDB) correrá pelo Senado; Roraima (José de Anchieta Jr. – PSDB); Amazonas (Omar Aziz – PSD) e Piauí, que tem Wilson Martins, do PSB.