Polícia encontra 30 túmulos com supostos restos de imigrantes na Tailândia

  • Por Agencia EFE
  • 14/05/2015 15h27

Bangcoc, 7 mai (EFE).- A polícia localizou nesta quinta-feira outros 30 túmulos com supostos restos de imigrantes no sul da Tailândia, onde nos últimos dias foram exumados pelo menos 26 corpos de vítimas do tráfico de pessoas.

Os agentes acharam as fossas na província de Songkhla, onde também encontraram 13 imigrantes birmaneses da minoria rohingy que se dirigiam à fronteira com a Malásia após terem sido abandonados por seus guias, informou o jornal “Bangcoc Post”.

O chefe da junta militar, Prayuth Chan-ocha, deu dez dias às autoridades locais para acabar com os acampamentos ilegais, enquanto várias ONG afirmam que as máfias contavam com o apoio de membros das forças de segurança.

Na última sexta-feira, as autoridades descobriram em Songkhla, também na fronteira com a Malásia, outros três acampamentos ilegais com dezenas de fossas e túmulos restos de imigrantes da mesma origem.

Segundo os investigadores, os imigrantes procedentes de Mianmar (antiga Birmânia) e Bangladesh, morreram por causa de doenças e más condições de vida nos campos.

Os acampamentos que abrigavam conjuntamente centenas de imigrantes, foram abandonados antes das revistas realizadas por agentes da polícia e militares.

Várias vítimas resgatadas contaram que os responsáveis dos acampamentos batiam nos imigrantes, que viviam em condições precárias com escassez de alimentos e água.

Até o momento, foram detidas 18 pessoas, incluindo sete oficiais e políticos locais relacionados com os acampamentos ilegais. Cerca de 15 policiais locais foram transferidos para outros destinos por negligência.

Milhares de rohingyas, minoria muçulmana considerada apátrida, embarcam todos os anos em uma perigosa viagem rumo à Malásia para fugir da perseguição e da pobreza no oeste Mianmar.

No trajeto, passam pela Tailândia, onde são vítimas das redes de tráfico de pessoas que em muitos casos os mantêm em cativeiros até que seus parentes paguem pelo resgate.

Os rohingyas são os mais perseguidos do mundo de acordo com a ONU não sendo reconhecidos como cidadãos em Mianmar e sim como bengalis, cidadãos de Bangladesh. EFE