Presidente da Guatemala defende inocência e denuncia intervenção estrangeira

  • Por Agencia EFE
  • 24/08/2015 05h17

Cidade da Guatemala, 23 ago (EFE).- O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, acusado de corrupção de maneira oficial desde sexta-feira passada, defendeu na noite deste domingo sua inocência e denunciou uma “estratégia intervencionista” de determinados setores, inclusive estrangeiros.

“Se para certos setores da comunidade internacional e alguns grupos do poder do país não lhes parecem adequados os candidatos a dirigir a Guatemala, primeiro deverão deixar lado seus interesses particulares e finalmente enxergar com o interesse do povo e da nação guatemalteca”, declarou o presidente.

Peréz Molina afirmou que esta situação “não é aceitável” porque o objetivo de dita estratégia é “nos ditar o que ou não fazer e quebrar a democracia” incipiente da nação centro-americana.

Em mensagem de apenas cinco minutos divulgada pelos meios de comunicação nacionais, o presidente guatemalteco falou assim pela primeira vez desde que se oficializou sua acusação na sexta-feira passada.

O Ministério Público e a Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala (CICIG) o acusaram de ser um dos líderes de uma estrutura milionária de corrupção no ente arrecadador de impostos.

“Minha consciência, nesse sentido, está tranquila”, ressaltou Pérez Molina, acrescentando que “dará a cara” e que demonstrará “que não fui parte, e muito menos, receptor desses fundos mal havidos em prejuízo do povo da Guatemala”.

No entanto, com o mesmo vigor com o qual negou sua participação, o presidente disse sentir a necessidade de “pedir perdão” por estes fatos terem acontecido dentro de seu governo e por funcionários “próximos” ou que ele mesmo designou.

“Nessa perspectiva e com esse fim superior lhes afirmo que não renunciarei e que com toda integridade enfrentarei e me sujeitarei aos processos que correspondam”, garantiu Pérez Molina.

Apesar de negar sua renúncia, três ministros abandonaram Pérez Molina neste fim de semana: a titular de Educação, Cynthia del Águila, o de Economia, Sergio De la Torre, e o de Saúde, Luis Monterroso. EFE

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