PT encolhe nas eleições e deverá perder milhares de empregos públicos até janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 04/10/2016 06h25
urna eletrônica

Com o resultado das eleições municipais mostrando o declínio do Partido dos Trabalhadores em 59,4% (em comparação com a eleição anterior) fica a preocupação quanto aos empregos de militantes da sigla que até então tinham empregos em prefeituras e nas câmaras municipais.

O comentarista Fernando Rodrigues destaca que o PT perderá milhares de empregos públicos até janeiro. Além de ter registrado um dos piores resultados em 20 anos, o partido também terá de se reinventar sem ter o apoio de militantes empregados em prefeituras e no Governo federal.

“Vai ser um verdadeiro desmanche ao PT nos próximos meses. O impacto será brutal na estrutura de uma legenda que foi criada com base em doações feitas a partir de salários de militantes com cargos públicos”, disse.

Em Brasília algumas mudanças já começaram. Com a saída de Dilma, milhares de pessoas que ocupavam cargos públicos e eram de confiança do PT serão substituídas. Em um cálculo simples, são 20 mil pessoas e 10 mil seriam ligadas ao PT – mas nem todas devem ser demitidas, já que, segundo Rodrigues, para salvar seus empregos, vale até memso mudar a ideologia política.

Nas eleições municipais, o PT perdeu 374 prefeituras de 2012 para cá. Ademais, o número de vereadores petistas também caiu em 2.272 em todo o País.

Fazendo as contas, suponhamos que cada prefeito tem 172 cargos de confiança, aproximadamente, enquanto os vereadores têm três cargos. Os que influenciam os petistas, segundo Fernando Rodrigues, chegam a um número de 45 mil cargos. “Digamos que sejam 15 mil perdendo seu emprego por militância petista: será um flagelo”, diz.

O processo já começou em Brasília e deve se estender por todo o País deste ano até o ano que vem, quando os novos prefeitos e vereadores assumem seus mandatos.

Para Fernando Rodrigues, o PT deve se reinventar, mas o mais difícil será fazer o partido funcionar em diversas cidades brasileiras. “Um dano muito grande do ponto de vista operacional e que será sentido a partir do ano que vem”.