Renato Duque usa direito de permanecer calado durante CPI da Petrobras
Brasília, 19 mar (EFE).- O ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, preso por suposto envolvimento no escândalo de corrupção da empresa, optou por usar o direito de permanecer em silêncio nesta quinta-feira, durante a CPI da Câmara que investiga o caso.
“Não posso dizer que é um prazer estar aqui, mas por orientação da minha defesa, na condição de investigado, estou exercendo meu direito de permanecer em silêncio”, declarou.
Em meio aos protestos de alguns deputados, o ex-diretor da empresa disse que “há uma hora de falar e outra de se calar”, e considerou que “este é o momento de permanecer calado”.
Mesmo assim, os parlamentares decidiram continuar com a sessão e questionaram Duque, que respondeu todas as perguntas afirmando que ficaria calado.
O deputado Chico Alencar (PSOL), o primeiro a testar a resistência de Duque, afirmou que “esse silêncio é cúmplice” e que “o incrimina ainda mais” no assunto, classificando a postura do investigado como “deplorável”.
Renato Duque está preso em Curitiba e foi levado a Brasília pela Polícia Federal somente para comparecer à comissão parlamentar. O ex-funcionario da Petrobras é acusado de ter desviado cerca de 20 milhões de euros para contas no principado de Mônaco.
Suspeito de ser um dos contatos entre a rede de corrupção e o PT, Duque havia sido detido em dezembro, mas recuperou a liberdade dias depois graças a um habeas corpus.
No entanto, voltou a ser preso nesta semana após as autoridades identificarem que o ex-diretor da estatal tinha uma conta secreta em um banco da Suíça e que nas últimas semanas havia ordenado transferências a Mônaco. EFE
ed/vnm
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