Rodrigo Constantino: Bolsonaro, de fato, livrou o Brasil da ameaça socialista
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De punhos cerrados ao ar – símbolo universal de enfrentamento e resistência – professores universitários cantam a Internacional, hino entoado por movimentos comunistas, socialistas e anarquistas, e que teria sido adotado como canção da União Soviética entre 1922 e 1944. Ao fim da apresentação do saxofonista Marcos Cardoso, da escola de música da UFPA, os docentes gritam “Lula Livre!”, repetidas vezes. O episódio aconteceu no 38º Congresso do Andes-SN (Associação Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), em Belém, no Pará, nesta segunda-feira (28), segundo relato da Gazeta do Povo.
Um documento divulgado pelo site da Andes, no fim de 2018, já deixava claro a orientação das ações do Sindicato Nacional para o ano de 2019: “Resistir ao governo Bolsonaro, em defesa da democracia e dos direitos: abaixo a contrarreforma da previdência! Lula Livre!” e, ainda, “Centrar na reorganização da classe e no embate, certamente de resistência, à onda de orientação fascista que irá ocupar o Estado”.
À Gazeta do Povo, alguns docentes, que falaram anonimamente, relataram a possibilidade de que seja convocada uma greve nacional de professores universitários. Mas, até o momento, não há confirmação sobre isso. O tema pode ser discutido no evento. A expectativa da Andes é de que 600 docentes universitários de todo o país participem do congresso até o dia 2.
E isso, claro, é porque não existe um problema de doutrinação ideológica e ocupação das universidades por militantes disfarçados de professores, como alegam os “moderados” de esquerda. O deputado Paulo Martins comentou: “Essa gente já colocou o Brasil em um Gulag mental. Para o Gulag real, só faltou a oportunidade, pelo visto”. A oportunidade que eles queriam era a volta do PT ao poder. Bolsonaro, de fato, livrou o Brasil da ameaça socialista. Por enquanto.
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