Solís espera que Brasil esclareça corrupção na Petrobras e nega participação

  • Por Agencia EFE
  • 17/12/2014 19h48
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San José, 17 dez (EFE).- O presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís, afirmou nesta quarta-feira que espera que as autoridades brasileiras esclareçam o esquema de corrupção na Petrobras e rejeitou de maneira “categórica” sua vinculação ao caso.

“É uma notícia que rejeitamos da maneira mais categórica. Espero que tudo seja esclarecido, que a investigação corra segundo esperam as autoridades brasileiras e que se encontrem os responsáveis. Não há nenhuma vinculação minha com o caso”, declarou Solís a jornalistas após um evento na empresa Intel.

Documentos apreendidos pela Polícia Federal na empresa OAS, investigada dentro do caso de corrupção na Petrobras, indicam que a construtora doou US$ 1 milhão ao pré-candidato governista à presidência da Guatemala para as eleições de 2015, Alejandro Sinibaldi.

Em um desses documentos aparece o título “COSTA” e o nome “Luis Guillermo Solís” acompanhado da frase “Solução Johni Araia 5 x 35 = US$ 1.750”, sem mais detalhes.

No último mês de abril, Solís venceu o candidato Johnny Araya na eleição presidencial da Costa Rica.

“É uma referência marginal no que me corresponde, escrita em uma folha à mão”, disse Solís sobre a menção de seu nome, acrescentando que não conhece mais detalhes sobre o tema.

Solís negou categoricamente que durante sua campanha política tenha recebido visitas de pessoas para oferecer fundos e acrescentou que não tem contato com pessoas da OAS nem da Petrobras e que suas relações com o Brasil são de “ordem acadêmica, com universidades”.

“No referente à investigação em si eu não sei se devo tomar a iniciativa, se devo ir buscar informação oficiosamente, mas, se for necessário, existirão os mecanismos para solicitá-la. Se for necessário pedir um esclarecimento maior, eu farei isso”, disse o presidente.

Na terça-feira a Casa Presidencial e o governista Partido Ação Cidadã (PAC) rejeitaram separadamente em comunicados qualquer vinculação com a OAS e com o caso de corrupção na Petrobras. EFE

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