Texas prevê executar mulher nesta quarta-feira, a 14ª nos EUA desde 1976

  • Por Agencia EFE
  • 05/02/2014 20h42

Austin, 5 fev (EFE).- O Estado do Texas deve executar na última hora desta quarta-feira a detenta Suzanne Basso, condenada pelo assassinato de um homem com incapacidade mental e que se tornaria assim a 14 mulher a morrer desta maneira nos Estados Unidos desde a reinstalação desta prática em 1976.

A execução de Basso seria também a quarta no estado do Texas desde que se permitiu de novo a pena de morte no país.

Embora 10% dos casos de assassinato sejam cometidos por mulheres, os níveis de pena capital são mínimos para elas: representam 2,1% dos presos no corredor da morte e cerca de 1% das execuções, segundo dados do observatório Death Penalty Information Center.

O diretor-executivo do observatório, Richard Dieter, explicou hoje à Agência Efe que “as mulheres que cometeram um crime não costumam ter os agravantes de um assassino em série ou de qualquer condenado à pena de morte”, como um estupro, sequestro ou assalto, além do homicídio.

“A mulher costuma cometer crimes contra alguém que conhece: um membro de sua família, uma criança, um conhecido”, argumentou.

Por conta disso, das 1.365 execuções nos EUA desde 1976, apenas 13 foram mulheres.

O advogado de Suzanne Basso, Winston Cochran, não descartou recorrer de última hora e alegar desordens mentais em sua cliente, depois que uma Corte de Apelações descartou as alegações nesta terça-feira.

Se não conseguir adiar a execução, Basso, de 59 anos, será a primeira mulher a ser executada desde junho de 2013, quando o Texas alcançou o número simbólicaode sua execução número 500 da era moderna com outra mulher, Kimberly McCarthy.

Incluindo Basso, há oito mulheres esperando a pena capital no Texas, o estado com mais execuções do país e que, com a de hoje, também se transformaria na região com mais mulheres mortas por pena capital.

Suzanne Basso foi condenada no condado de Harris em 1998 pela morte de Louis “Buddy” Musso, um homem com incapacidade mental de Nova Jersey que se mudou ao Texas persuadido por Basso, que acabou se beneficiando dos seguros médicos do homem e o torturando fisicamente. EFE