Eleição no Tocantins é um ensaio para o Brasil?

  • Por Jovem Pan
  • 04/06/2018 10h37 - Atualizado em 04/06/2018 10h41
Edilson Rodrigues/Agência SenadoSenadora Kátia Abreu (PDT-TO) ficou em quarto lugar e não conseguiu ir ao segundo turno de seu Estado a despeito do apoio de Lula

Vera Magalhães analisou como o primeiro turno da eleição suplementar no Tocantins neste fim de semana pode ser um ensaio para o pleito nacional de outubro. No Estado, tanto o governador quanto o vice foram cassados por irregularidades na disputa de 2014.

Foram para o segundo turno o atual governador interino Mauro Carlesse (PHS), e o senador Vicentinho Alves (PR). Ficaram de fora da segunda etapa a senadora Kátia Abreu (PDT), nome conhecido nacionalmente e ex-ministra de Dilma Rousseff, e o prefeito da capital, Palmas, Carlos Amastha (PSB).

Portanto, os dois nomes de maior peso e mais ligados ao establishment ficaram de fora. Essa é uma das lições que ficam dessa espécie de ensaio eleitoral no microcosmos do Brasil: os políticos mais conhecidos levaram uma surra de partidos com menos estrutura e políticos menos conhecidos.

Também deve ser ponderado o peso de Lula, que fez, da prisão, uma carta de apoio à ruralista Kátia Abreu, que se amparou muito no fato de ter o apoio do ex-presidente. Portanto, Lula sofreu sua primeira derrota eleitoral depois de preso, diz a analista. Deve-se considerar também que temos um centro-oeste ruralista antipetista.

O último recado que Tocantins passa ao País é em relação ao não-voto. Mais de 30% não foram às urnas e o índice de brancos e nulos ficou em quase 20%. Quase metade do eleitorado no Estado não está disposta a votar ou escolher alguém. A taxa é bem maior que das últimas eleições municipais. Parece haver um mau humor maior do eleitorado.

Assista ao comentário completo de Vera Magalhães: