Moro é ousado em entrevista, mas estava tudo calculado

  • Por Jovem Pan
  • 27/03/2018 08h30
Reprodução/TV CulturaMoro fez ainda um arrazoado sobre a operação lava Jato e defendeu decisões polêmicas, de modo que fique claro o legado da operação

O juiz federal Sergio Moro concedeu entrevista na noite desta segunda-feira (26) ao Roda Viva, da TV Cultura, e disse que não estava ali para ser um “censor” dos ministros do Supremo Tribunal Federal, mas o objetivo dele foi colocar pressão em cima da Corte.

Esta foi a entrevista mais política do juiz. Ele, calculadamente, topou estender assuntos nos quais ele deu opinião. Ele fez toda reflexão sobre prisão após segunda instância.

Moro fez ainda um arrazoado sobre a operação lava Jato e defendeu decisões polêmicas, de modo que fique claro o legado da operação. Ele se colocou ainda a fazer conjecturas eleitorais e do que o Legislativo deveria fazer. Moro ousou opinar sobre outros Poderes.

Ele disse que o legislativo deveria propor uma lei que colocasse, de uma vez por todas, a condenação em segunda instância. Ele foi ousado, mas foi tudo calculado. Moro foi à entrevista com recados prontos.

No caso dos ministros do STF, Moro foi pontual e citou nominalmente alguns deles. O primeiro recado, e talvez o mais forte, foi para a ministra Rosa Weber, com quem ele trabalhou no Mensalão, e cujo voto é aguardado no dia 04 de abril. Moro citou ainda Barroso, Celso de Mello e Teori Zavascki. Sobre este último, disse que o legado da Lava Jato também é o de Teori.

Moro se saiu bem com diferentes graus de sucesso, mas se saiu mal ao falar sobre auxílio-moradia e não deu uma explicação convincente para a defesa do privilégio.

Confira o comentário completo de Vera Magalhães: