Reforma política não foi votada na madrugada porque não havia certeza de aprovação

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2017 08h39 - Atualizado em 17/08/2017 08h41
BRA100. BRASILIA (BRASIL), 12/04/2017 - Vista general de la Cámara de Diputados vacía hoy, miércoles 12 abril de 2017, en Brasilia (Brasil). Las investigaciones autorizadas por supuesta corrupción contra ocho ministros y decenas de legisladores de 14 partidos abrieron hoy otra fase de la aguda crisis política brasileña y dejaron contra la pared al Gobierno de Michel Temer. Además de ocho ministros y decenas de parlamentarios, en la lista de sospechosos están 12 de los 27 gobernadores del país y los cinco expresidentes brasileños vivos: José Sarney (1985-1990), Fernando Collor de Mello (1990-1992), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) y Dilma Rousseff (2011-2016). EFE/Joédson Alves"Nem mesmo os deputados sabem para onde irá a discussão do texto", diz Vera Magalhães

Se a preocupação era de que os deputados aprovassem um texto da reforma política na calada da madrugada, essa expectativa se esvaiu. Mas isso não se deve a uma consciência dos parlamentares e sim a uma insegurança quanto à capacidade de aprová-lo.

Nem mesmo os deputados sabem para onde irá a discussão do texto. A comentarista Vera Magalhães falou com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia, por mensagens e há a preocupação de se aprovar a reforma em tempo hábil para as eleições do ano que vem.

Vale lembrar que o texto, ao ser aprovado na Câmara, segue para comissão e plenário do Senado. Em caso de mudanças, volta para a Câmara.

Entretanto, já não se sabe ao certo qual o texto exato que será votado, pois muitas propostas ocorrem. O distritão, segundo Vera Magalhães, já nem é mais distritão. Fala-se em distritão misto.

“Se fala nisso para vencer a resistência da sociedade em relação ao distritão. Eles perceberam isso, tentaram recuar, mas agora há a impossibilidade de se conciliar o desejo deles. A intenção é aprovar um texto minimamente palatável para as pessoas”, diz Vera Magalhães.

Assista ao comentário completo de Vera Magalhães: