Saída de Joaquim Barbosa deixa vago o perfil de “outsider”

  • Por Jovem Pan
  • 09/05/2018 09h10 - Atualizado em 09/05/2018 09h11
Fellipe Sampaio/ SCO / STFDecisão pessoal causou surpresa no PSB

Vera Magalhães lembra que ontem falava como a presença de Joaquim Barbosa (PSB) mudava o cenário eleitoral. Horas depois, o ex-ministro do STF anunciou sua desistência da corrida pelo Palácio do Planalto.

Barbosa avisou apenas o presidente do PSB Carlos Siqueira poucos momentos antes do anúncio e alegou questões pessoais.

A principal justificativa dada ao partido foi de que ele é o arrimo da família e não poderia abrir mão da aposentadoria e do salário que hoje ganha como advogado.

A decisão pessoal de Barbosa pegou de surpresa o partido, que apostava em sua candidatura.

Agora, o espólio se abre. Todos os principais candidatos vão querer disputar tanto o apoio do PSB quanto o espólio de Joaquim Barbosa.

E o perfil de “outsider” fica vago. Prevalece ao menos por hora a máxima de que “a política precisa de ser feita por profissionais”.

Quem ganha com a saída de Barbosa?

Em tese, podemos dizer que Geraldo Alckmin fica menos pressionado com a saída do ex-ministro da disputa. As primeiras pesquisas mostraram que Barbosa tinha grande aderência ao eleitorado tradicionalmente do PSDB.

Alckmin ganha algum espaço para correr, mas depende das próprias pernas, e não do terreno. Com partido forte e construindo apoios, o ex-governador paulista tem de mostrar pessoalmente que tem atributos para liderar o País, o que não conseguiu fazer até agora.

Ciro Gomes (PDT) também pode ganhar em tese, uma vez que sua sigla pode ser tributária do apoio do PSB, um partido muito dividido de acordo com interesses regionais.

As conversas do PSB voltam à estaca zero. O partido estava convencido a lançar Joaquim Barbosa, que aparecia bem nas pesquisas.

Assista ao comentário de Vera Magalhães ao Jornal da Manhã: