Isaac Sidney Ferreira: ‘Se não pararmos o aumento da dívida pública, ela vai parar o Brasil’

Presidente da Febraban defende reformas administrativa e tributária para que o Brasil volte a crescer de forma consistente

  • Por Jovem Pan
  • 03/02/2021 13h28
Reprodução/Jovem PanIsaac Sidney Menezes Ferreira defende programa de concessões e de privatizações

Jovem Pan está sempre atenta aos desafios e às necessidades do Brasil. Nos posicionamos em momentos decisivos e por isso, novamente, nos colocamos em defesa das reformas e dos projetos fundamentais para o desenvolvimento do país. Para isso, convidamos empresários, lideranças e autoridades para agir, juntos, em prol do futuro da nação. O Brasil não pode mais esperar. “Não consigo imaginar quem possa se manifestar contra o crescimento da nossa economia, mas o que falta para nos mobilizarmos num grande pacto pelo crescimento sustentável? Para voltar a crescer de forma consistente, que é o que importa, o Brasil precisa retomar urgentemente a agenda de reformas que estão paradas desde o ano passado, uma questão de decisão política pela busca por uma agenda nacional de consenso. Não há escolha aqui. Só cresceremos com uma mudança estrutural do ambiente de negócios para acelerarmos a atração de investimentos. Precisamos, com a mesma urgência e firmeza, interromper a trajetória de escalada da dívida pública. Os gastos fiscais foram fundamentais para o enfrentamento da pandemia, mas não é sustentável continuarmos a aumentar os gastos para a sociedade. Se não pararmos o aumento da dívida pública, ela vai parar o Brasil. Tudo tem limite. Não podemos transigir com o teto de gastos. A PEC Emergencial é medida inafastável. Só assim criaremos um ambiente de maior confiança dos agentes econômicos. Nós precisamos investir para elevar a nossa produtividade, fazer mais com menos, uma fórmula infalível. Já passou da hora de aprovarmos a reforma tributária para permitir que a economia funcione melhor com mais competitividade interna e externa. Nós temos, em especial, de acabar com a diferença dos impostos cobrados sobre o consumo de bens e de serviços. Outra prioridade é a reforma administrativa. O Estado brasileiro não pode onerar mais a sociedade, tem de ser enxugado, ser mais eficiente e estar alinhado às necessidades da população. Nós precisamos implementar um ambicioso programa de concessões e de privatizações. O setor público tem de ser ajustado aos novos tempos. O Brasil sairá dessa crise maior e melhor se fizer essa lição de casa. A hora é agora”, avalia Isaac Sidney Menezes Ferreira, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

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