Reforma administrativa é necessária para tornar a gestão pública mais eficiente, diz CNI

Presidente da Confederação Nacional da Indústria ressalta, no entanto, que a proposta não deve ser colocada à frente das discussões sobre a reforma tributária

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2021 10h17
Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Presidente da Câmara, Arthur Lira, entende que a inclusão de servidores da Justiça extrapola os limites constitucionais

O relator da comissão especial da reforma administrativa pretende incluir o Poder Judiciário no projeto a ser discutido no Congresso Nacional. O deputado Arthur Maia (DEM) garante que, se depender dele, todo mundo vai entrar na reforma. “A reforma tem que alcançar a todos indistintamente, porque ela não é prejudicial a ninguém. É uma proposta que é boa para o Brasil, é importante para o Brasil”, disse. No entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), entende que a inclusão de servidores da Justiça extrapola os limites constitucionais. “Nós não iremos atacar nenhum direito adquirido, mas vamos fazer com que a avaliação do serviço público seja feita de uma maneira mais contundente, que a população que paga os seus impostos tenha um serviço melhor daqui para frente.”

No debate promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente da entidade, Robson Andrade, defendeu que a mudança administrativa não pode ser colocada à frente da reforma tributária. “Precisamos de uma gestão pública mais eficiente, que atue em parceria com o setor privado e ofereça serviços de melhor qualidade aos cidadãos. Ela também é importante para sinalizar aos investidores estrangeiros que o Brasil está avançando para criar um ambiente de negócios mais propício ao investimento, à renda e ao emprego”, afirmou. “Se a gente avança com isso na Câmara, fica mais fácil ter aprovação mesmo que no Senado no próximo ano”, completou o representante da CNI.  A Câmara dos Deputados pretende realizar 14 audiências públicas sobre a reforma administrativa antes do relatório final. O presidente Arthur Lira considera que o texto deve ser votado ainda no final do mês de agosto.

*Com informações do repórter Marcelo Mattos