Na véspera das urnas, França repete que Doria traiu eleitor

  • Por Jovem Pan
  • 27/10/2018 10h10 - Atualizado em 27/10/2018 11h39
Johnny Drum/Jovem PanCom pneumonia, França concedeu entrevista por telefone

O candidato do PSB ao governo de São Paulo, Márcio França, repisou neste sábado, 27, o discurso de que seu rival nas urnas no segundo turno, João Doria (PSDB), traiu seus correligionários e eleitores. O atual governador concedeu entrevista ao Jornal da Manhã e voltou a criticar o adversário por abandonar a prefeitura da capital.

França disse que seu antecessor no cargo, Geraldo Alckmin (PSDB), tentou convencer tucanos a barrarem a candidatura de João Doria. “Alckmin tentou das formas que ele sabe impedir que Doria saísse candidato. Disse que dividiria o partido”, afirmou.

“Toda a campanha do Doria foi uma campanha que pareceu para todo mundo que era uma eleição traindo. Passava a sensação o tempo todo que ele queria fazer um discurso ao contrário”, afirma França. “No dia da votação, ele disse que faria um voto solidário ao Alckmin.Não tem nada mais humilhante do que falar que é um voto solidário.”

O candidato do PSB continuou: “Eu fui lá dar um abraço no Alckmin [após o resultado do primeiro turno presidencial], mas naquele momento Doria estava anunciando apoio ao Bolsonaro”, disse, ao voltar a destacar que o tucano tenta surfar na onda de popularidade do candidato do PSL.

Carta repetida no baralho do governador, a acusação de abandono da prefeitura permeou a entrevista. “As pessoas não têm confiança no Doria”, disparou. “Ele não se preparou [para ser prefeito]”, emendou.

Eleição nacional

Em relação à disputa presidencial, França reafirmou sua neutralidade. “Eu não tenho vínculo de amizade com nenhum dos dois” e “terei que tentar juntar o Brasil após a eleição” foram afirmações destacadas pelo candidato do PSB. Apesar de evitar declarar seu voto para a eleição nacional, França admitiu que foi governista na época de Lula.

Questionado sobre a inauguração de obras iniciadas por Alckmin, o candidato saiu pela tangente: elas não são do governo, mas do povo de São Paulo. “Eu simplesmente não parei as obras do Alckmin. O que eu fiz foi dar agilidade ao governo e não fiz interrupções.” Enquanto isso, segundo ele, Doria usava “85% do tempo de televisão dele” para falar mal do opositor em vez de discutir ideias.