Ministério da Defesa e PF veem risco de conflitos nas eleições em São Paulo e Rio de Janeiro

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2018 14h17
JOSE LUCENA/FUTURA PRESSAs Forças Armadas vão atuar nas eleições em 12 estados

O Ministério da Defesa e a Polícia Federal vão montar esquemas de segurança para evitar problemas nas eleições deste domingo (7). As Forças Armadas vão atuar em 12 estados, mas veem risco maior no Rio de Janeiro e em Fortaleza, como consequência da crise regional na segurança pública e da ação do crime organizado. Já a PF identificou risco de conflito entre militantes de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) em São Paulo.

O Ministério da Defesa montou uma operação nacional de Garantia do Voto e da Apuração (GVA) destinada a assegurar o acesso dos eleitores aos locais de votação e o funcionamento, sem constrangimento, das seções coletoras. O efetivo militar mobilizado é de 30 mil homens e mulheres. Outros 4 mil permanecem em regime de reserva.

No Rio de Janeiro, há receio de que facções criminosas ligadas ao narcotráfico e a milícias comprometidas com roubo de carga, contrabando de armas e venda clandestina de serviços possam constranger os moradores das áreas que controlam. Cerca de 1,7 milhão de eleitores registrados no TRE-RJ vivem e votam nas “zonas vermelhas” – 184 favelas ou núcleos de ocupação.

A área de inteligência da Polícia Federal está monitorando há vários meses o trânsito de mensagens, compartilhamentos, conteúdo e postagens nas redes sociais. Ameaças e discursos de ódio são analisados por peritos treinados para avaliar o grau de perigo real. Segundo um agente dedicado a esse trabalho, a preocupação da PF em São Paulo está centralizada na militância de organizações de direita e esquerda que pretendam inibir eleitores ou que não aceitem o resultado. Na capital paulista, o risco de confronto é nível dois, em uma escala que vai até quatro.

O ministro Raul Jungmann afirmou nesta sexta-feira (5) que “até agora não foram detectados indícios consistentes de conflito ou violência entre grupos políticos”.

* Com Estadão Conteúdo