Assessor econômico do PT é vaiado no Fórum Mitos & Fatos

  • Por Jovem Pan
  • 22/10/2018 16h23 - Atualizado em 22/10/2018 16h25
Elias Gomes/Jovem PanGuilherme Mello tentou se afastar da similaridade sugerida por Costa e replicou criticando indiretamente algumas declarações de Jair Bolsonaro. “Não tenho problema de ser chamado de liberal. O liberalismo tem uma tradição maravilhosa, de liberdade, democracia, contra as ditaduras, contra a opressão, contra a tortura, pelos direitos humanos, pelas minorias. Isso é o liberalismo”,

O assessor econômico de Fernando Haddad na candidatura à Presidência da República, Guilherme Mello, foi vaiado no Fórum Mitos & Fatos, promovido pela Jovem Pan e realizado nesta segunda-feira (22).

O evento, que discutiu empreendedorismo das micro e pequenas empresas, foi marcado pela conversa entre o assessor do PT e Carlos da Costa, um dos assessores econômicos de Jair Bolsonaro.

Em certo ponto da discussão, o integrante da campanha do PSL teceu elogios a algumas das propostas de Mello, por exemplo a simplificação da carga tributária. “Fico feliz de ver outro candidato liberal junto conosco”, afirmou Costa. Ele ainda enalteceu algumas medidas econômicas do primeiro mandato do governo de Lula que, a seu ver, tiveram caráter liberal.

Guilherme Mello tentou se afastar da similaridade sugerida por Costa e replicou criticando indiretamente algumas declarações de Jair Bolsonaro. “Não tenho problema de ser chamado de liberal. O liberalismo tem uma tradição maravilhosa, de liberdade, democracia, contra as ditaduras, contra a opressão, contra a tortura, pelos direitos humanos, pelas minorias. Isso é o liberalismo”, disse, fazendo referência a algumas falas do candidato do PSL. Ele ainda afirmou que “o liberalismo nunca viu um verdadeiro liberal defender a ditadura”. Ao dizer isso, recebeu vaias do público presente.

Apesar disso, Mello completou dizendo que “se é um liberal que está defendendo a ditadura, ele deixou de ser liberal, porque ele deixou de defender a base do liberalismo”.

Economistas debatem propostas

Entre outros assuntos, os assessores também discutiram o plano econômico da candidatura de Jair Bolsonaro de zerar o déficit primário ainda em 2019, que seria possibilitado por uma série de combinações de receitas extraordinárias.

Mello afirmou não acreditar que esses resultados possam ser alcançados no primeiro ano de mandato. “Não vai ser com soluções mágicas que vamos resolver o problema fiscal”, disse, “qualquer economista liberal vai falar que a conta não fecha”.

Ele ainda criticou a proposta de redução da carga tributária feita pela chapa do PSL. “Não faz o menor sentido essa proposta”, afirmou, considerando-a inviável no momento de crise fiscal que vive o país.

Confira a conversa completa: