Caso Adélio: para investigar ‘participação de terceiros’, PF pede prorrogação de prazo

  • Por Jovem Pan
  • 21/10/2018 11h20 - Atualizado em 21/10/2018 11h51
FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDOBolsonaro levou uma facada na barriga durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) no início de setembro

A Polícia Federal pediu a prorrogação do prazo para concluir o segundo inquérito que investiga o ataque ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL). De acordo com o documento enviado à Justiça de Minas Gerais, os policiais querem investigar a “participação de terceiros ou grupos criminosos” no atentado.

O pedido afirma que é preciso “deslindar as notícias nos autos quanto ao envolvimento de facções criminosas, a exemplo do Primeiro Comando da Capital – PCC, por detrás da ocorrência delituosa” e que ainda falta encerrar as diligências relacionadas às circunstâncias da estada do agressor, Adélio Bispo de Oliveira, na Câmara dos Deputados, mediante perícia técnica no sistema de controle de acesso da Casa.

O fato corresponde com o que havia sido dito no sábado (20) pelo presidente do PSL, Gustavo Bebianno. Em entrevista coletiva, ele declarou que teve acesso ao inquérito e que nele havia a indicação de que o agressor teria agido em nome do PCC, organização criminosa de São Paulo. Questionado sobre os supostos interesses da facção em esfaquear o candidato, Bebianno citou as propostas da campanha na área de segurança pública.

“Interesse de que o Brasil não se organize, que as polícias não se fortifiquem, que o país continue adotando políticas frouxas de segurança. O Brasil vem sendo governado por líderes fracos e corruptos, por isso nossa situação é essa, a vida humana não vale nada. São 65 mil homicídios por ano. Jair Bolsonaro é o único que efetivamente tem vontade de confrontar e resolver esse problema”, afirmou.

Bolsonaro levou uma facada na barriga durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) no início de setembro. Adélio foi preso e confessou o crime. No primeiro inquérito, a PF concluiu que ele agiu sozinho.

*Com informações da Agência Brasil