Fronteiras são temas dos programas de Segurança e Defesa dos presidenciáveis

  • Por Renato Barcellos/Jovem Pan
  • 28/09/2018 08h53 - Atualizado em 28/09/2018 09h17
Renato Barcellos/Jovem Pan Foram convidados os representantes dos candidatos mais bem cotados nas pesquisas e a questão das fronteiras foi um dos principais temas abordados

A Fiesp recebeu, nesta quinta-feira (27), em seu Departamento de Segurança e Defesa, os representantes dos presidenciáveis para expor e debater as áreas de Segurança e Defesa. Foram convidados os representantes dos candidatos mais bem cotados nas pesquisas e a questão das fronteiras foi um dos principais temas abordados.

General Heleno, representante de Jair Bolsonaro (PSL), que foi comandante militar na Amazônia, reclamou da pouca quantidade de policiais nas fronteiras e da qualidade do equipamento usado para o combater os crimes. O militar da reserva também falou em reformular o sistema prisional e o conceito de mandado de busca e apreensão. Por fim, o general deixou bem claro que se Bolsonaro for eleito, “não há a possibilidade de voltar à ditadura”.

O Representante de Fernando Haddad (PT), deputado federal Carlos Zarattini (PT), disse que há a necessidade de aumento de contingente de policiais federais nas fronteiras e que eles deveriam atuar junto das Forças Armadas. O petista também criticou a atual política de repressão as drogas – “é ineficaz”, disse – e que é a favor de ampliar penas alternativas para detentos.

A candidata Marina Silva (Rede) foi representada pelo analista criminal Arthur Trindade. Em sua fala, disse não bastar patrulhar melhor as fronteiras e rodovias se o Governo Federal, através do Itamaraty, não tiver uma ação mais forte em relação aos nossos vizinhos. Um ponto diversas vezes tocado pelo analista foi a diminuição do roubo de cargas por meio de articulação de atividades de inteligência.

Guaracy Mingardi, cientista político e especialista em Segurança Pública, que integra a equipe de Ciro Gomes (PDT), revelou que é a favor da criação de uma polícia de fronteiras, mas enquanto isso, deve manter o exército na região e não nas áreas urbanas do Rio de Janeiro.
Para o especialista, as intervenções militares na cidade não tem surtido resultado.

Representando a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB), Ana Amélia Lemos, vice na chapa do Tucano, comparou a fronteira brasileira a um queijo suíço e disse que o acolhimento, principalmente do venezuelanos, é uma questão humanitária, mas deve ser feito de forma regrada. Além da senadora, Leandro Piquet também representou Alckmin. O professor sugeriu nacionalizar a formação dos policiais militares e disse que a prioridade é criar um sistema de metas contra crimes violentos, principalmente homicídios.