Renan acredita em Lula candidato e “não subestima” força de Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 30/04/2018 17h05
José Cruz/Agência Brasil - 09/03/16"Eu confio na hipótese, sobretudo pelos avanços da última semana no STF, de a sua candidatura (de Lula) sobreviver até a eleição", disse Renan Calheiros

Em entrevista ao jornal Correio Braziliense divulgado nesta segunda-feira (30), o senador Renan Calheiros (MDB-AL) deu pitacos sobre a eleição presidencial deste ano.

O emedebista, que desde o ano passado tem feito oposição ao presidente Michel Temer, defendeu que o MDB tenha outro candidato, que não o próprio Temer ou o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Renan não descartou a força da candidatura do deputado Jair Bolsonaro (PSL). “Penso radicalmente diferente dele, mas não subestimo a candidatura”, disse o senador. “Aliás, no mundo todo, esse fenômeno de direitização, de discurso contra política, tem crescido. E muitas vezes ganha, porque são subestimados”, destacou.

Calheiros também elogiou o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa (PSB), que ainda não confirmou a pré-candidatura, mas aparece bem nas pesquisas de intenção de voto. Para o cacique alagoano, Barbosa tem mais facilidade de “entrar no jogo” da política do que Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) ou Geraldo Alckmin (PSDB).

“Se o Joaquim acertar na política, ele pode entrar no jogo com mais facilidade do que o Ciro Gomes, do que a Marina Silva ou do que o próprio Geraldo Alckmin. Mas precisa acertar na política. É um nome respeitável, mas eu voto no Lula. Eu apoiaria o Lula”, disse Renan, mantendo a esperança de que o ex-presidente petista, condenado em 2ª instância, ainda dispute a eleição.

“Eu confio na hipótese, sobretudo pelos avanços da última semana no STF, de a sua candidatura sobreviver até a eleição. Não vejo alternativa para ele senão insistir no direito que tem de ser candidato, apesar da condenação sem provas por um típico juízo de exceção”, disse Renan ao jornal.

“Não enxergo no TSE, que é uma Corte respeitável, um procedimento igual ao do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, que, não há dúvidas, colocou a condenação do Lula no calendário eleitoral para obrigar a sua prisão”, avaliou o senador alagoano.