Réus e acusados na Lava Jato ainda disputam eleições

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2018 10h09
Jane de Araújo/Agência SenadoNo estado de Alagoas, os líderes nas pesquisas do Ibope para o Senado, Renan Calheiros e Benedito de Lira, também estão na lista

As eleições de 2018 contarão com pelo menos 19 réus em processos ligados à Operação Lava Jato e 12 acusados pelo Ministério Público em desdobramentos da mesma operação, e uma parte deles está em boa colocação nas pesquisas de intenção de votos.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encabeça essa lista, seguido pelo seu substituto Fernando Haddad, também do PT, que foi alvo de processo na Justiça Eleitoral de São Paulo. Lideranças do Congresso que buscam a renovação de seus mandatos, como Edison Lobão (MDB-MA) e Valdir Raupp (MDB-RO), também figuram entre os nomes.

No estado de Alagoas, os líderes nas pesquisas do Ibope para o Senado, Renan Calheiros e Benedito de Lira, também estão na lista. O primeiro é apontado como integrante do “quadrilhão” do MDB pela Procuradoria-Geral, e o segundo também foi denunciado como membro de organização criminosa, só que do PP.

Quando o assunto é o governo do estado, os alagoanos têm como principais candidatos o ex-presidente da república e senador Fernando Collor de Mello (PTC), réu acusado de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção, e Renan Filho (MDB), sucessor de Renan Calheiros, que é investigado por um inquérito no Supremo Tribunal de Justiça referente a uma delação da empreiteira Odebrecht.

Ainda no senado, o destaque das pesquisas catarinenses Raimundo Colombo (PSD) – que é ex-governador – também é réu na Justiça Federal. Já em Minas Gerais, temos o caso da ex-presidente Dilma Rousseff, que lidera as pesquisas e foi denunciada por duas vezes na Lava Jato. No Pará, Jader Barbalho (MDB) também suspeito de integrar o “quadrilhão do MDB”. Ciro Nogueira (PP) também é denunciado e busca se reeleger no Piauí.

Alguns presidenciáveis também não escaparam das denúncias. Na última semana, Geraldo Alckmin (PSDB) foi acusado de improbidade pelo MP-SP e José Maria Eymael (DC) passou a ser investigado em 2017 após delações da Odebrecht.