Governo França “é um governo do PSDB”, diz secretário de Alckmin

  • Por Thiago Navarro/Jovem Pan
  • 26/03/2018 16h16 - Atualizado em 26/03/2018 16h16
Elias Gomes/Jovem Pan Marcos Monteiro (foto) disse que o futuro governador Márcio França "ainda não conversou comigo" sobre continuidade ou não no cargo

O secretário de Planejamento e Gestão do governo de Geraldo Alckmin, Marcos Monteiro, diz ainda não saber onde estará em duas semanas. Depois de o tucano deixar o Palácio dos Bandeirantes para tentar o Planalto no dia 7 de abril, Monteiro não sabe se continuará ou não à frente da pasta.

“Essa não é uma decisão de caráter pessoal. Ela passa fundamentalmente pelo novo futuro governador Márcio França (PSB)”, disse. “Ele ainda não conversou conosco e eu também tenho a preocupação em relação à campanha do governador Geraldo Alckmin”, destacou Monteiro. “Essa é uma discussão que vamos fazer com mais pessoas nos próximos dias”, disse.

Monteiro afirmou, porém, ter uma “relação pessoal absolutamente privilegiada com o Márcio (França)” e não descarta participar do governo com o atual vice.

Apesar da rixa entre integrantes do PSDB e do PSB de secretário de Alckmin chamou o governo de França de “governo do PSDB”.

“Esse governo eleito pela população de São Paulo é um governo do PSDB. Como eu sou do PSDB, não tenho o constrangimento de participar de um governo do PSDB”, apontou, em entrevista exclusiva à Jovem Pan nesta segunda (26).

“Vou aguardar a decisão do Márcio em relação à eventual necessidade de nossos serviços no governo do Estado. Mas se ele assim o desejar, não terei nenhum constrangimento de participar. Pelo contrário, terei muita honra”, ponderou o secretário.

“Estaremos fechados com a campanha do governador Alckmin”, informou também Monteiro.

“Delações não prejudicam”

O secretário disse não acreditar que o avanço das delações da Odebrecht, empreiteira que revelou um esquema de cartel nas obras do Rodoanel e do metrô paulista, possa prejudicar o andamento das mesmas.

“Essas delações que você citou estão relacionadas ao Rodoanel Sul e nós estamos concluindo o Rodoanel Norte”,  disse. “Nós tivemos muito mais dificuldades com o processo de desapropriação das áreas, efetivamente crítico, que atrasou muitas obras, além da dificuldade de algumas empresas que estão no Rodoanel norte e não estavam no Rodoanel sul”, afirmou.