Argentina homenageia Carlos Gardel no aniversário de 80 anos de sua morte

  • Por Agencia EFE
  • 23/06/2015 22h04

Buenos Aires, 23 jun (EFE).- Exposições fotográficas, novas versões de canções clássicas e várias outras homenagens lembram amanhã, quarta-feira, na Argentina o 80º aniversário da morte do cantor e compositor de tango Carlos Gardel em um acidente aéreo na cidade colombiana de Medellín.

A cidade de Buenos Aires se encherá de homenagens para lembrar o mais famoso intérprete de tango.

Seu túmulo, no cemitério do bairro portenho de Chacarita, será palco de um evento promovido pelo Centro de Estudos ++Gardelianos++.

A Casa Museu Carlos Gardel, vinculada ao Ministério da Cultura argentino, lançará nesta quarta-feira o disco “Moreno”, uma homenagem a Gardel, com clássicos dele em versões de músicos da cena local contemporânea.

A coleção tem uma marca mais próxima ao pop do que ao tango e é “uma ++reinvenção++ do gênero e uma possível aproximação destas obras-primas para as gerações mais jovens”, explicou Marcelo Ezquiaga, autor do disco.

Bate-papos na assembleia portenha, exposições que percorrem a trajetória artística de Gardel e projeções de filmes protagonizados pelo mítico cantor também fazem parte da “gardelmania” que Buenos Aires protagonizará amanhã.

Carlos Gardel nasceu em 11 de dezembro de 1890 se tornou o mais famoso cantor de tango da história da Argentina, para onde se mudou aos dois anos de idade. As informações sobre seu nascimento são controversas. Há quem diga que ele nasceu no interior do Uruguai, outros em Toulouse, na França, mas não há registros oficiais que confirmem nenhum dos dois locais.

Ele começou a cantar aos 17 anos, e depois de formar uma dupla com o cantor uruguaio José Razzano, se tornou o fenômeno musical da Argentina. A sensualidade da sua voz cantando a milonga, gênero que deu origem ao tango, o projetou à fama. Gardel fez sucesso na Europa na década de 1920, e foi alçado ao estrelado no cinema ao participar de filmes em Hollywood.

O cantor morreu em 24 de junho de 1935 em Medellín, na Colômbia, quando seu avião se chocou com outro durante a decolagem na pista do aeroporto. EFE