Artistas debocham da decisão do STF de vetar manifestações políticas no Lollapalooza

Anitta, que esteve presente no festival, ironizou o valor da multa e Marcelo D2 assinou procuração para tentar derrubar a liminar

  • Por Jovem Pan
  • 27/03/2022 23h07
Reprodução/Twitter/ptsaopaulosp Pabllo Vittar no Lollapalooza segurança uma bandeira com o rosto de Lula Pabllo Vittar segurou uma bandeira com o rosto de Lula no Lollapalooza

Artistas se manifestaram neste domingo, 27, contra a decisão do STF de vetar manifestações políticas no festival Lollapalooza sob pena de multa de R$ 50 mil por ato de descumprimento. A banda Fresno, que se apresentou no último dia do festival, iniciou seu show com a frase “Fora Bolsonaro” escrita no telão do palco. Durante o show, o vocalista da Fresno, Lucas Silveira, chamou Lulu Santos para subir no palco. O artista citou a manifestação da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2015: “Cala a boca já morreu, quem manda na minha boca sou eu”. Ao final do show, Lulu finalizou com a frase “censura nunca mais”, e Silveira pediu que os fãs votassem nas eleições de outubro. Outros músicos também criticaram o presidente. Após puxar um coro contra Bolsonaro, o rapper Djonga ironizou: “Nao pode falar, né?”.

Anitta, que fez uma participação especial no show da cantora americana Miley Cyrus, que se apresentou no sábado, 26, também se pronunciou sobre a decisão. Por meio do Twitter, a atriz debochou da pena aplicada pelo STF. “50 mil? Poxa… menos uma bolsa. FORA BOLSONAROOOOO. Essa lei vale fora do país? Pq meus festivais são só internacionais.”, publicou a cantora em seu Twitter. Outro cantor que se manifestou sobre a situação foi Marcelo D2. O rapper deu uma procuração para o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, para que ele tente derrubar a liminar do Tribunal Superior Eleitoral. A organização do festival recorreu da decisão. No documento enviado ao TSE, a T4F Entretenimento afirma que os protestos que ocorrem no evento não se tratam de manifestação eleitoral, mas sim política, artística e de caráter pessoal de cada cantor ou banda.